sábado, 24 de dezembro de 2011

P605 - DESAFIAR O ENVELHECIMENTO



A Conferência “DESAFIAR O ENVELHECIMENTO” pretende ser um momento de abordagem de problemas de saúde que se colocam ao ser humano na segunda metade da sua vida e de ser um contributo para uma reflexão sobre “O ANO EUROPEU PARA UM ENVELHECIMENTO ATIVO” que foi declarado para 2012.

É minha convicção que se trata de uma temática com muito interesse para todos os cidadãos, em particular para os ex-combatentes membros da Tabanca Pequena de Matosinhos.

Serão conferencistas o Sr. Dr. Miguel Teixeira, médico Ortopedista de reconhecidos méritos e a Srª. Drª. Marta Rodrigues, Psicóloga com formação e experiência na abordagem do tema.

No final da intervenção de cada um dos conferencistas, será aberto um espaço de diálogo com os presentes na sala.



A Conferência irá realizar-se no dia 21 de Janeiro (sábado) de 2012 com início às 17 horas no Salão Nobre da Junta de Freguesia da Senhora da Hora (junto da estação do metro).

Para quem desejar participar, no final da conferência, pelas 20h 30m na sede do Lions Clube da Senhora da Hora, irá realizar-se um jantar solidário com inscrição prévia e limitada no número de presenças, ao preço de 15 euros por pessoa.



O Lions Clube da Senhora da Hora, instituição que colabora com a ONGD -Tabanca Pequena em algumas atividades, desejaria poder contar com o apoio e a presença de Tabanqueiros nesta iniciativa.



Com um Abraço de Amizade e Companheirismo



Lions Clube da Senhora da Hora



      José Martins Rodrigues


terça-feira, 20 de dezembro de 2011

P604 - E O QUADRO SAIU




O quadro saiu ao nº 153 e foi vendido pela "nossa" Sandra Ribeiro no Clube de Ténis da Maia.
A Sandra foi a iniciadora do Torneio de Ténis em equipa com o Prof. Nuno Carvalho e o Pedro Barros.
Foi dela a ideia de procedermos ao sorteio do quadro.
Foi a ela que coube a sorte de vender a senha sorteada.
A Sandra está totalmente de parabéns.

Bilhetes passados: 800 – lindo número.
Desta forma o Clube de Ténis da Maia atinge o objetivo de conseguir 4.000€ para financiar a abertura do poço em Djufunko e ainda sobram 300€ para o poço que se seguirá em Cauntchinque.

Um abraço de parabéns a todos os que colaboraram neste empreendimento.

domingo, 18 de dezembro de 2011

P603 - OS NOVOS CORPOS GERENTES DA TABANCA PEQUENA


Conforme foi largamente publicitado, decorreu no passado dia 3 o nosso jantar anual de Natal que reuniu mais de uma centena de associados amigos e familiares num animado convívio no Salão Nobre da Junta de Freguesia do Bonfim.
Aproveitando o facto de estarem presentes um grande nr. de associados o jantar foi antecedido de Uma Assembleia Geral Ordinária Eleitoral para aprovação dos novos Corpos Gerentes para o biénio 2012/2013.
Os trâmites definidos nos nossos Estatutos decorreram com normalidade e apareceu uma Lista que se designou LISTA A.
Assim, cinquenta e seis sócios no pleno gozo dos seus direitos votaram e a referida LISTA A foi eleita por unanimidade.
Seguem-se os nomes dos elementos que a constituem e que irão tomar o leme da nossa Associação nos próximos dois anos.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

P602-Vamos levar as nossas companheiras ao MIlho-Rei no dia 21

Aproveitando a época festiva que atravessamos vamos levar as nossas companheiras connosco ao Milho-Rei no próximo dia 21, 

sábado, 10 de dezembro de 2011

P601 - Aniversariantes de Dezembro

Para todos eles os nossos mais sinceros parabéns


sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

P599 - O JANTAR DE NATAL

TABANCA PEQUENA DE MATOSINHOS



3 DE DEZEMBRO DE 2011, a Junta de Freguesia do Bonfim, situada na Invicta cidade do Porto, cidade cheia de história e lendas, por onde passaram mui Nobres Senhores da Alta Sociedade, estava toda iluminada para receber os mui Nobres ex-combatentes da Guiné. E, não lhes chamo nobres por possuírem qualquer título ou Dom, que lhes foi atribuído por um feito qualquer, ou por terem nascido em berço de ouro numa família, já de si nobre.
São Nobres, porque deram a sua juventude por uma causa que nem eles percebiam muito bem, dada a sua tenra idade, mas que sabiam que era para defender a Pátria.
Mui Nobres, sim, são estes Homens, que vivendo uma juventude em risco, vendo amigos e camaradas caindo ao som de uma bala perdida ou do rebentamento duma mina.
Nobres, sim, porque não vislumbravam nenhum futuro e os sonhos iam-se desvanecendo.
Nobres, sim, porque regressando sem alguém lhes ter dito um “obrigado”, continuam a viver.
Nobres, sim, porque mesmo no meio da desilusão e do nada, levantaram os braços para viverem com dignidade e honestidade o dia de amanhã.

São alguns destes Homens, que já na meia-idade, se reúnem sem ressentimentos do passado e com energia suficiente ainda relembrarem os tempos passados na Guiné Bissau, tentando ajudar o povo desta mesma Guiné; que mais uma vez se reuniram para, não só passarem uns bons momentos juntos, matando saudades, relembrando a sua mocidade, mas também para angariar fundos para ajudar essa terra mística e atraente que é a Guiné Bissau.
E como prova de que, na verdade, estes camaradas fizeram a história da sua vida, passando de camaradas a amigos, fizeram-se acompanhar das suas “bajudas”, reforçando ainda mais o sentido de amizade e solidariedade.

Pensava eu que tinha alguma queda para descrever o que me vai na alma, mas perante tal situação, não encontro palavras para exprimir o carinho, o sentido de gratidão e a nobreza de sentimentos que este grupo transmite.
Quero frisar com todo o entusiasmo e dar os parabéns a todos quantos contribuíram para que este evento fosse um êxito.

Após o jantar propriamente dito, onde se vivia num perfeito ambiente de harmonia e amizade, fomos presenteados pelo Rancho Folclórico do Porto que enriqueceu o convívio com a sua apresentação de uma riqueza cultural, revivendo tempos passados, exibindo um guarda-roupa de sonho, que fazia as delícias de cada um de nós.
 
No final do espectáculo assistimos a uma investida às iguarias natalícias, ofertadas pelos comensais que satisfizeram as delícias do pecado da gula. 
Não posso deixar de referir, o bolo que viajou do Algarve até ao Porto, representando a Tabanca Pequena de Matosinhos e os seus habitantes, assim como dar os parabéns à autora do quadro leiloado. Felicitar também o autor da cerâmica apresentada e que é uma verdadeira obra de arte. Uma última nota para referenciar a mestria e arte do leiloeiro, o conhecido Zé Manel da Régua.
À Junta de Freguesia e a todos quantos contribuíram para que este jantar se tornasse em mais um passo importante para solidificar esta amizade, bem como todos os que percorreram centenas de quilómetros para se reunirem com antigos camaradas, os meus parabéns e obrigada por verificar que neste lindo Portugal à beira mar plantado ainda há gente com sentimentos Nobres.

Margarida Peixoto
 O Algarve apresenta a Tabanca Pequena de Matosinhos
Aspecto geral da sala
  Ó Zé pensas que estás na Quinta da Senhora da Graça oh! oh! oh!
O Cancela a meter uma "cunha" para pertencer ao Rancho !!!
  A Troika e o Pai Natal de mãos dadas
Fascinados com o espectáculo
Eis o nosso presidente (muito bem acompanhado!)


Estas e muitas outras fotografias podem ser vistas no álbum especialmente criado para o efeito no Facebook da Tabanca.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

P598 - SER SOLIDÁRIO




CAMPANHA DE ANGARIAÇÃO DE FRALDAS, DINAMIZADA PELA  
ASSOCIAÇÃO PASSO POSITIVO



  

A Passo Positivo tem vindo a participar nos projetos que a Tabanca Pequena - Grupo de Amigos da Guiné-Bissau, nomeadamente com a oferta de fraldas e roupas de bebé para o Centro Materno na Tabanca de Elalab. 

COLABORA.





segunda-feira, 7 de novembro de 2011

P597 - FARIM DE CANTANHEZ TEM ÁGUA POTÁVEL.


A Associação Tabanca Pequena - Grupo de Amigos da Guiné-Bissau, ONGD abriu mais um poço de água potável. Desta vez foi a Tabanca de Farim de Cantanhez a beneficiada.

Farim de Cantanhez fica no interior da mata do Cantanhez, logo a seguir a Iemberém, bem lá no sul da Guiné-Bissau. Terra que pelo seu isolamento – falta de estradas e clima adverso – tem sido esquecida pelos governantes, apesar de ter sido um dos maiores, senão o maior, centro nevrálgico da guerra colonial, pelo tipo clima agressivo, pela mata fechada e por estar junto à fronteira com a Guiné-Conakry. Dizia-me em Abril passado um antigo guerrilheiro do PAICG que percorria toda a mata do Cantanhez, da fronteira até Buba em pleno dia, sem medo da aviação tuga, dado a frondosa vegetação que lhe possibilitava rápido esconderijo. Era atravessada pelo “carreiro da morte” ou “estrada da liberdade” conforme os contendores se portugueses ou patriotas, que tanto sangue fez correr. Por ali passavam as armas, munições e bens de sobrevivência da guerrilha. Ali se acoitavam depois das refregas com a tropa portuguesa, para se esconderem e ou retemperarem forças. Ali tinham o seu hospital de campanha e bem perto, do lado de lá da fronteira a maior base logística.
 Centro de Farim de Cantanhez

O número de habitantes no Cantanhez tem vido a crescer. Onde há uma “lala”, logo aparece uma família a construir a sua morança, a sua tabanca.
Farim assim surgiu. Tem na sua génese antigos guerrilheiros ali colocados pelo PAIGC, idos do Norte da região de Farim, que após a independência por lá se deixaram ficar e constituíram família. Hoje aglutina pessoas de diversas etnias e origens que ali se instalaram. São cerca de quinhentos adultos e cento e vinte crianças.

As estruturas de sobrevivência, nestes casos de instalação “selvagem” são sempre as mínimas. É bastante e suficiente uma lala, uma bolanha, madeira para a construção das moranças, o que não falta, e, água, a qual nem sempre anda por perto.
Hoje, graças à acção da nossa Associação, têm ali dentro da Tabanca, um poço com sistema elevatório movido a energia solar, um depósito e uma torneira. Um milagre que os faz cantar e dançar de alegria. Um sonho de longa data, sobretudo das mulheres, que passavam grande parte do seu dia a caminhar pela mata dentro, debaixo de sol abrasador à procura de água, sendo a fonte mais próxima a cerca de três quilómetros de distância.
Só quem lá vive, ou quem por lá passou pode sentir a profundeza de tal milagre - água potável ali à porta.

 


 
A Tabanca Pequena – Grupo de Amigos da Guiné-Bissau em parceria com a AD-Acção para o Desenvolvimento, que no terreno dinamizou a construção por administração directa, responderam ao desafio para transformar o sonho em realidade. O poço foi aberto, o depósito colocado num lugar bem alto, a energia solar alimenta a bomba submersível e a torneira simples e funcional ali está a debitar água fresca.
Bem hajam todos quantos colaboraram neste projecto.

Partamos para novas aventuras.

Na tabanca de Djufunco lá no Norte vão começar as obras de abertura de novo poço, logo que o tempo o permita. O Capital necessário foi obtido no Torneio de Ténis organizado pela Escola de Ténis da Maia com o patrocínio da Câmara Municipal, graças à dinâmica dos alunos Sandra Ribeiro e Pedro Barros e do professor Nuno Carvalho.

Outra Tabanca apela ao nosso esforço. É Cauntchinque, também no Cantanhez.
Tem uma população de cerca de 480 pessoas e 100 crianças. Vamos alimentar o sonho dos seus habitantes, sobretudo as mulheres e crianças que vão buscar o precioso líquido a cerca de dois quilómetros. É para este projecto que estamos a centrar todos os nossos esforços. O resultado do jantar de Natal que a Tabanca Pequena vai organizar no próximo dia 3 de Dezembro vai ser canalizado para este novo projecto.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

P596- JANTAR DE NATAL E ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA ELEITORAL

Realiza-se no próximo dia 3 de Dezembro o nosso tradicional Jantar de Natal, no Salão Nobre da Junta de Freguesia do Bonfim ao Campo 24 de Agosto. Este ano teremos a colaboração do Rancho Folclórico do Porto que nos irá deliciar com uma representação sobre o Romântico 
Aproveitando o facto de estarem presentes inúmeros associados da nossa ONGD iremos anteceder o Jantar com a Assembleia Geral Ordinária para se proceder à eleição da Lista dos Orgãos Sociais para o biénio 2012/2013
NÃO FALTES E TRAZ A FAMÍLIA

Envia a tua inscrição até ao dia 26 de  Novembro para o Zé Teixeira
mail:tabancapequena@gmail.com
     telm 966238626

domingo, 30 de outubro de 2011

P595-Aniversários de Novembro

Este mês fazem anos estes nossos associados e amigos.
Para eles os nossos mais sinceros parabéns. 

terça-feira, 25 de outubro de 2011

P594-SOBREVIVENTES - UMA REPORTAGEM DE CRISTINA FREITAS DA SIC

Cá esta a reportagem dos prisioneiros de guerra que esta noite passou na SIC como previsto.


video

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

P593 - SOBREVIVENTES - SEGUNDA DIA 24, A SEGUIR AO TELEJORNAL DAS 20H00 NA SIC

A não perder. A história do Batista contada na primeira pessoa e a de outros prisioneiros de guerra
video

P 592 Porque nunca se sabe quando podemos precisar

Não só para nós mas para um elemento da nossa família ainda por cima gratuito. Aqui fica a informação

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

sábado, 8 de outubro de 2011

P590 - PEQUENOS GESTOS QUE DÃO ESPERANÇA DE VIDA À COMUNIDADE DE ELALAB.



Cercada de rios e riachos. Isolada do mundo. Com uma única saída por terra. Um estreito dique que separa as águas salgadas do Rio Cacheu, do rio de água doce que a cerca. Era esta a situação de Elalab.
O isolamento era total. O percurso a pé de Elalab para Susana, primeiro ponto de acesso à estrada para S. Domingos durava cerca de 3.5 / 4 horas a pé. Atravessando o dique, segue-se uma zona arenosa de difícil acesso que só um jeep com tracção às 4 rodas consegue vencer.
Tudo começou quando um grupo de mulheres/mães da Tabanca de Elalab sentiram que tinham a obrigação de conseguir melhores condições para que as futuras mães e seus bebés não corressem tão elevados riscos de morte e de doenças graves, durante a gravidez, no parto e depois do parto.
Apelaram para a AD - Acção para o Desenvolvimento, a ONG guineense que procura no terreno ouvir e corresponder aos anseios das populações.
Pretendiam um espaço com mínimo de sanidade e segurança para as futuras mães terem os seus filhos. Habitualmente a sua morança serve de sala de partos e a parteira é uma mulher grande, cujos conhecimentos vêm do empirismo ancestral e da prática vivida.

O Centro Materno Infantil e duas matronas  mulheres habilitadas por um hospital para procederem ao acompanhamento da maternidade, apoiaram no parto e pós parto

A "mindger" que a comunidade de Elalab escolheu para dirigir o Centro materno

"Tudo dgenti" colaborou na construção. Até as crianças da EVA local.
O Centro em construção
O Centro materno-Infantil, quase pronto
A Associação Viver 100Fronteiras ofereceu o equipamento. A população encarregou-se de o transportar
  Um aspecto do interior
Outra vista do interior



Outras necessidades foram levantadas pela população no diálogo com a AD e a Tabanca Pequena:

 Um poço de água 
para garantir a potabilidade da água que vai alimentar o Centro Materno infantil, com sistema de elevação de água para o depósito através de energia solar. 





Um barco 
para fazer o transporte da população até Suzana, reduzindo para cerca de 45 minutos o tempo de percurso. O mesmo barco servirá para o transporte de mercadorias. Possibilita assim, um acesso rápido da população de Elalab aos mercados de Suzana, Varela, S. Domingos ou Ingoré, o que via dinamizar o comércio.
Possibilita ainda, a deslocação rápida a um hospital em caso de doenças graves ou gravidezes de risco.





Uma parceria gerida pela AD, com a colaboração com as Associações:Tabanca Pequena; Tabanka; ENDA e Viver 100fronteiras, com a colaboração activa da população – Homens, mulheres e crianças -  conseguiu transformar o sonho das mulheres e população de Elalab em realidade.
O Centro Materno Infantil está construído e devidamente apetrechado com equipamento hospitalar. Vai a caminho algum equipamento de apoio directo para ser usado pelas matronas, os medicamentos, kits de parto e consumíveis.
A construção foi financiada pela ENDA.
O equipamento hospitalar foi oferecido pela Viver 100Fronteiras.
Os materiais, consumíveis e medicamentos serão fornecidos pela Tabanca Pequena.

O poço de água foi financiado pela Tabanka, estando já em pleno funcionamento

o Barco foi financiado pela Tabanca Pequena que contribuiu com os custos da construção. Tendo a Tabanka oferecido o motor.

PEQUENOS GESTOS QUE DÃO ESPERANÇA DE VIDA À COMUNIDADE DE ELALAB.
Zé Teixeira

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

P589 - ARTE E CULTURA - ENCONTRO DE POESIA E MUSICA DO RENASCIMENTO


I  GRANDE ENCONTRO
DE
POESIA/MÚSICA DO RENASCIMENTO
DAS
TERTÚLIAS DO GRANDE PORTO



O Clube dos Avós em colaboração com a Junta da Freguesia de S. Nicolau, vai levar a efeito o

I GRANDE ENCONTRO DE POESIA/MÚSICA DO RENASCIMENTO
 DO
GRANDE PORTO.


O Evento terá lugar na magnífica Igreja de S. Francisco, no dia
24 de Set/2011, pelas 21,30h


Entidades que participam no evento:

▪ Junta de Freguesia de S. Nicolau/Clube Poetas dos Avós
▪ USG- universidade sénior de Gondomar
▪ Flor de Infesta - Grupo Dramático e Musical Flor de Infesta
▪ Junta da Freguesia de Vermoim – Movimentum Arte e Cultura
▪Tabanca Pequena- Grupo de Amigos da Guiné-Bissau ONG.
▪ Carlos Andrade – Músico, Compositor e Trovador
▪ SESQUIALTERA - Grupo de Musica RENASCENTISTA (ESMAE)



P588 - Dia Aberto da A T A C A - Convite e Programa


P587 - 3º CONVIVIO ANUAL DE EX-COMBATENTES NO ULTRAMAR DO CONCELHO DE GONDOMAR

sábado, 10 de setembro de 2011

P586 - SOLIDARIEDADE PARA COM A GUINÉ-BISSAU

CONFERÊNCIA / DEBATE
A pedido do Cônsul no Porto da República da Guiné-Bissau, Dr. José Manuel Pavão, damos a conhecer a CONFERÊNCIA / DEBATE que o Consulado vai dinamizar no próximo dia, 24 de Setembro, no Palácio da Bolsa no Porto

GUINÉ-BISSAU, SÉCULO XXI

Porto, Palácio da Bolsa, 24 de Setembro de 2011

PROGRAMA

09h00 - Recepção

09h30 - Abertura

09h45 - Mesa –Redonda:- A Guiné-Bissau no contexto da Lusofonia

11h00 - Café

11h30 - Mesa- Redonda : Oportunidades de Negócio na Guiné-Bissau e Países Limitrofes

13h00 - Almoço

15h00 - Mesa-redonda : Financiamentos Internacionais de Projectos na Guiné Bissau

Inscrição :  80 Euros ( documentos, almoço,) 
Desconto de 50% para Associados da Associação Comercial do Porto, 
                                 Clube de Negócios Luso-Hispano-Guineense,
                                 Vida Económica 
                                Tabanca Pequena.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

P585 - RESTA-NOS A MEMÓRIA - FERNANDO DE SOUSA HENRIQUES

O Fernando Henriques partiu.
Um homem simples, alegre, comunicativo. Um homem que extravasava os seus bons sentimentos, os seus sonhos. 
Que vivia a vida com garra.
Partiu.
Fica-nos a memória que nos acompanhará até à eternidade.
Que o Senhor Deus o receba no seu seio.
Até sempre camarada
!
Zé Teixeira

"Cheio de Deus, não temo o que virá, pois venha o que vier, não será maior que a minha Alma".
Uma das frases de Pessoa, que estava no refeitório (julgo) dos Rangers, por isso acredito que tenha sido um dos últimos pensamentos de um amigo que partiu, e que conheci, numa viagem em 2010 com quem fiz (entre outros) uma viagem à Guiné. Viagem muito em descrita, que ele escreveu, e que lançou um dia destes, lançamento que eu assisti, seguido de um jantar com os companheiros dessa viagem. è a imagem que tenho dele. lágrimas, essas correram, quando recebi a tenebrosa noticia dada por outro Ranger (o MR)correram como não corriam há um bom tempo, lágrimas que já vão faltando, tantas tristes noticias que vamos tendo, pela partinda de muitos destes dinossauros da dita "Guerra Colonial".Mais um que partiu, mas cada um é "Um"cada um deixa a sua marca em cada um de nós, e o Fernando Henriques marcou-me e muito, pela sua generosidade, alegria, sinceridae, apaziguador, heroi, e camarada.
Que descanse em paz, que encontre um verdadeiro "Descanso do Guerreiro", que foi, como ouvi no lançamento do livro, e que me arrepiou de tanta coragem, em combate.
Adeus "Açoreano", todos perdemos com a tua Partida.
Teu camarada Ranger

José Casimiro Pereira de Carvalho.
ex fur mil OP/ESP

 Camaradas

Ainda não estou em mim ,pois pelas 17,30 recebi a triste notícia da morte do meu Amigo Fernando Henriques. Vai ficar sempre na minha memória. Quando vinha ao Continente almoçavamos sempre .
O seu BCaç. 3883 rendeu o meu BCav. 2922 em Pitche.
Estou de rastos , e as lágrimas rolam...
Não consigo dizer mais nada...
Descança em PAZ, meu GRANDE AMIGO...

Luís Borrega

Sendo o filho mais novo de uma família de 9 irmãos, começo, infelizmente a habituar-me a estas notícias.

Mais um de nós que parte.Curiosamente, São Paulo serve-se da figura do combatente para afirmar a sua fé:
«Combati o bom combate, terminei a corrida, permaneci fiel.» 2 Tm 4,7

O Fernando, camarigo, lançou o seu último grito Ranger.

Paz à sua alma.

Fica nas minhas orações, com a sua família.

 Joaquim Mexia Alves

A notícia despedaçou-me o coração. Incrédulo,esforço-me por desatar este nó na garganta. Como é possível? Aquele camarada que conquistou o coração de todo o grupo que com ele viajou para a Guiné e que desses momentos deixou testemunho, partiu.
Só as lágrimas sentidas me servem de bálsamo.

ATÉ SEMPRE MEU AMIGO HENRIQUES


José Martins Rodrigues

Nunca estamos preparados para receber estas noticias.

Não querendo acreditar em tal, fiz vários contactos na esperança de alguém me dizer que não era verdade, mas o pior confirmou-se.

Companheiro obrigado pelos momentos fantásticos que me proporcionaste, o teu humor e alegria era contagiante.

Descança em paz Amigo..... e até um dia.


Eduardo Campos

terça-feira, 16 de agosto de 2011

P582 - AS CRÓNICAS DO ZÉ RODRIGUES

CRÓNICAS DAS MINHAS VIAGENS À GUINÉ-BISSAU
A PRIMEIRA VIAGEM – 1998
 
8 – Último dia nos Bijagós, em Bissau e na Guiné, ….. até um dia destes.
 
Eram as últimas horas em Bubaque e o retorno a Bissau, com a amarga sensação de que estes dias memoráveis na Guiné estavam a chegar ao fim. Como o voo para Bissau seria logo após o almoço, levantamo-nos bem cedo para desfrutarmos de mais umas horas na pequena, mas acolhedora piscina de água salgada. Foi uma manhã muito agradável, na companhia do jovem casal de noivos, e esticada até ao limite do possível antes do apronto final das bagagens e do último almoço nesta ilha. Enquanto nos deliciávamos com uns mergulhos, apercebemo-nos da chegada do avião que nos levaria de regresso a Bissau. 
 Últimos momentos em Bubaque
Acabado o almoço, na companhia de todos os hóspedes, ficamos aguardar ainda algum tempo que nos transportassem até à “pista” porque a tripulação da aeronave teria ido almoçar a outro lugar. Durante a espera dei comigo a pensar que, exceptuando-se as semelhanças da natureza no interior da ilha, esta sociedade animista, fortemente baseada na influência das mulheres, não tinha qualquer registo nas minhas memórias. Esta estadia em Bubaque mostrou-me também uma outra realidade. Conheci uma Guiné que não se sente prisioneira de memórias da guerra, tal como é latente em qualquer pequeno rincão e nos habitantes do seu espaço continental. Pensamentos! E por falar em pensamentos, é inevitável que nos assaltem alguns receios quanto ao voo para Bissau, já que não é fácil esquecer o atribulado episódio da aterragem que até aqui nos trouxera. Mas, como não havia alternativa, só nos restava confiar nos homens e na máquina. De novo no jipe lá seguimos a caminho da “gare”, uma pequena construção de tijolos e chapa de zinco, uma torradeira aquela hora do dia para quem se atrevesse a ficar lá dentro. Aqui chegados, fomos surpreendidos pela presença de dois aviões estacionados. Um, era naturalmente o nosso já conhecido velhinho biplano, e o outro era um pequeno mas moderno, elegante e colorido aparelho em que predominava o azul e branco. Perante a nossa admiração, o condutor do jipe informou-nos de que o aparelho pertenceria ao casal homossexual, que eram também hóspedes do hotel. Chegara a hora da partida. Para além de nós e da tripulação, embarcaram também dois outros europeus que não conhecíamos, sendo um deles bastante “robusto” e que nos disse depois que era o proprietário do aparelho. Motores em marcha para o aquecimento e feitas as verificações finais o aparelho começa a mover-se lentamente, quando se gera algum burburinho a bordo. Alguém se terá apercebido de que uma nova passageira, que em marcha acelerada se dirigia para o aparelho, fazia sinais para que esperassem por ela. Imobilizado o aparelho, a senhora guineense bastante cansada e ofegante lá subiu e se acomodou num dos lugares ainda vagos. Este episódio fez-me lembrar situações semelhantes que acontecem na minha cidade com os transportes públicos. Tudo resolvido e o avião faz-se à pista. A descolagem decorreu normalmente e o avião deixa Bubaque, sobrevoando a praia que frequentamos e a ilha de Rubane. Calados, expectantes e ansiosos, rogamos aos céus para que tudo corresse bem. Os últimos minutos da aproximação a Bissalanca foram de alguma turbulência mas, apesar disso, o aparelho tocou a pista com suavidade. Respiramos fundo. Com a recordação sempre presente da aterragem em Bubaque, exclamamos: desta já nos safamos. Seriam cerca das 15 horas e aqui o calor apertava. Na gare, para além dos ocupantes do aparelho, não se via uma só pessoa. De malas nas mãos dirigimo-nos para a praça defronte da gare para se arranjar um táxi que nos levasse até ao Hotti Bissau. Também aqui era o vazio. Percebi que havia falhado ao imaginar que esse elementar serviço num qualquer aeroporto estaria sempre disponível. Estava-mos a conhecer a realidade guineense e a “saborearmos” mais um dos encantos da África. O proprietário do aparelho, atento e percebendo o desconforto da situação em que nos encontrávamos, apressou-se a oferecer-nos boleia na sua viatura que estaria a chegar. Deixou-nos depois no hotel, desta feita por poucas horas. Aqui instalados, fizemo-nos à magnífica piscina para um resto de tarde de relaxe e da contemplação do bonito enquadramento em que estava integrada. 
 A banhos na piscina do Hotti Bissau
Momentos de relaxe na piscina
Outros europeus, sobretudo cooperantes, eram a nossa companhia neste hotel que era um pequeno paraíso neste pobre, mas único país. Programamos para marcar o fim da nossa estadia, um jantar no restaurante do hotel e convidamos o Candé a partilhá-lo connosco, aquele a quem passamos a considerar como Amigo e que muito contribuiu para o sucesso desta viagem. 
 Saída da piscina para os preparativos para o último jantar
Depois do prolongado jantar era a hora do transporte para o aeroporto, com uma paragem no Lusófono para uma última bebida antes do regresso a casa. 
 Paragem no Lusófono antes de embarcar
O avião partiu com o meu coração muito apertadinho por tantas emoções, mas de uma coisa eu tinha a certeza; voltarei um dia.
Senti que uma semana é sempre muito pouco tempo para um primeiro retorno à terra em que vivemos uma parcela da nossa juventude, aquela fase da vida em que escolhemos e confirmamos as nossas opções para o futuro. Mas apesar disso, e como escreveu um dia a esposa de um amigo, nesta terra é possível num só dia lançar a semente à terra, ver crescer a planta e colher as suas flores. É assim nesta terra, os dias parecem imensos e vive-se docemente sem o stress da vida agitada da nossa sociedade.
 Aqui, são tantas e tão intensas as emoções que nos envolvem e tão grande o choque com as realidades sociais e humanas, que acabamos por crescer e a aceitar o mundo com as suas diferenças e aprendemos a ser mais tolerantes e solidários. Por isso, quando se vem à Guiné é indispensável trazer na bagagem uma atitude mental de disponibilidade para se aceitar as realidades que vamos encontrar. Não devemos comparar nada. Não comparem os preços nem as condições de higiene, não comparem a qualidade dos transportes nem a qualidade de vida. Não comparem nada, mesmo nada. E sobretudo, aceitem e respeitem os diferentes usos e costumes das diferentes etnias. Não se vem à Guiné para se provar nada. O que aqui me trouxe foi a procura das minhas memórias, dos lugares, das imagens e dos interlocutores das vivências do meu passado. Vim ao encontro da minha juventude. Em troca, recebi afectos que julgava perdidos e as mais efusivas demonstrações de amizade, de respeito e até de gratidão. Vá-se lá encontrar a explicação para esses sentimentos. Talvez até nem seja difícil.
Como algo fica sempre por fazer ou por ver, como a não concretização do ansiado encontro com Galé Djaló, voltarei um dia de coração ainda mais aberto, para rever esta terra e as suas gentes. Para os que me acompanharam nesta viagem, em especial a minha esposa que da Guiné só guardava os aerogramas do nosso tempo de namorados, todos ficaram maravilhados com o povo Guineense.
Abençoada viagem
Neste momento, em que alinhavo os últimos retoques para dar por finda esta série (8) “CRÓNICAS DAS MINHAS VIAGENS Á GUINÉ - A MINHA PRIMEIRA VIAGEM – 1998”, preparo-me para iniciar os contactos para voltar á Guiné em 2012, na minha quarta viagem.
A seu tempo, para não correr o risco de ser repetitivo, vos darei um resumo dos momentos mais interessantes do conjunto das posteriores visitas e, por considerar que é no relato da primeira viagem que reside o maior encanto e a magia do reencontro com um passado, que é património da personalidade de cada um de nós.   
 Zé Rodrigues