domingo, 3 de janeiro de 2010

P306 - A NOSSA BIBLIOTECA VAI CRESCENDO

Tivemos mais uma oferta para a nossa biblioteca. 
Desta vez foi o Major Nuno Andrade da GNR que nos ofereceu o seu livro PARA ALÉM DO PORTÃO - A GNR E O CARMO NA REVOLUÇÃO DE ABRIL.
Apesar do muito que se tem dito e escrito sobre o tema o Major Andrade conseguiu descobrir factos inéditos que nunca tinham sido antes revelados e por isso o seu livro tem vindo a ser um sucesso.
A sua formação de historiador e de artista de belas artes confere um cunho muito especial aos seus textos e narrativas tornando a a leitura deste livro, fácil e agradável.
Um grande bem haja para ele por se ter lembrado de nós, para quem, tanto o pré como o pós 25 de Abril afinal tanto diz, pela forma como nos marcou a todos.

P305 - CAMPANHA DE SEMENTES E ÁGUA POTÁVEL PARA A GUINÉ BISSAU



Em meados 2009, foi relançada a Campanha das Sementes no Porto, com o slogan 20.00 € por antigo combatente.
A adesão na Tabanca de Matosinhos foi total.
Rapidamente juntamos 840.00€

A.Carvalho
20
Joaq. Almeida
20
Abilio Machado
20
Joaq. Teixeira
20
Alice Carneiro
20
Jorge Cruz
20
Albano Costa
20
Jorge Félix
20
Alvaro Basto
20
Jorge Picado
20
Ant. Barbosa
20
José Almeida
20
Ant. Giesteira
20
José Alves
20
Ant. Pimentel
20
José Cancela
20
Ant. Osório
20
José Firmino
20
Armando Rua
20
José Teixeira
20
Armindo Oliveira
20
Man. Carmelita
20
Carlos Vinhal
20
Marques Lopes
40
David Guimarães
20
Nelson
20
Dom. Machado
20
Paulo Santiago
20
Dr. Giesteira
20
Paulo ?
20
Eduardo Carlos
20
Silvério Lobo
20
Franc. Augusto
20
Vasco Ferreira
20
Hernani Figueiredo
20
Vitor Silva
20
Humberto Ribeiro
20
Xico Allen
20
Isidro Lopes
20
Zé Manuel
20
João Rocha
20

Total


840

Depois de uma conversa com o Pepito da AD, concluímos que não basta arranjar sementes, o importante é conseguir água potável nas tabancas do interior, onde esta não chega.
 As crianças das escolas não têm água para beber nem para a higiene diária e muito menos para cozinhar. Sabemos que há povoações em que a população tem de andar dez e mais quilómetros para conseguir uma vasilha de água.
As sementes também são necessárias, mas sem água, não vingam, sobretudo em zonas que estão a ficar desertificadas no Norte – Ingoré, S. Domingos, Varela, Barro, Bigene, etc. No Sul também há falta de água. Está perto, a cerca de 10 metros de profundidade, mas é preciso ir lá buscá-la.


Poços de água na Guiné-Bissau



(Beber água com por um tubo com filtro para impedir a absorção de óvulos de lombrigas –in arautos do futuro)





Qual o desafio que a Associação Tabanca Pequena – Grupo de Amigos da Guiné-Bissau em parceria com a AD – Acção para o Desenvolvimento se propõe lançar a todos quantos por lá passaram e todos os amigos do Povo da Guiné-Bissau?
Organizar uma campanha de angariação de fundos - Vinte euros por pessoa.
O objectivo é conseguir capital para abrir dez poços de água potável na Guiné-Bissau.
Se não puderes oferecer 20.00€ oferece cinco.
Outros terão a amabilidade de oferecer 50.00€ para compensar.
Juntar capital para numa primeira fase comprar sistemas solares e bombas hidráulicas.
No terreno a AD localiza as povoações mais necessitadas, organiza o projecto de sensibilização e mobilização da população. Os seus “poceiros” abrem o poço e nós enviamos o material, acompanhando no terreno a sua instalação.
Depois virá a fase das sementes

Custos do equipamento comprado em Bissau pela AD - Acção para o Desenvolvimento ONG                                    

                                        - Placa solar                                    455.00 €                  
                                        - Bomba submersível                       950.00 €                 
                                        - Estrutura de suporte                      382.00 €                      
                                        - Depósito para 4.000 L                  458.00€                           
                                          Total (provisório)                       2.245.00                 
                                          
- Diversos
                                             Bóia                               ?
                                             Material eléctrico            ?
                                             Tubagem                        ?
                                             Mão de obra                  ?

                                             Sementes                        ?
                                    -  Total   (Aproximado)                      4.000.00 €    

A Associação Tabanca Pequena - Amigos da Guiné Bissau, vai centralizar as ofertas na conta bancária aberta para o efeito no Montepio Geral  - NIB 0036.0086.99100057222.24

ÁGUA
  - 10 m de profundidade está a água
  - 10 Quilómetros a andar para a conseguir
  - 10 poços, o nosso projecto
  - 20 euros a tua dádiva

Tu, ex-combatente. Tu que sentes quanto podes ser útil com um pequeno esforço financeiro para o Bem-estar e saúde da população da Guiné não hesites. Colabora !


Zé Teixeira

P304 - SEMENTES E ÁGUA POTÁVEL PARA A GUINÉ-BISSAU



Campanha para abrir dez poços de água e construir 10 fontanários em Tabancas do interior
Em Fevereiro de 2008, tive a felicidade de viver um momento de grande valia para o desenvolvimento social e económico da Guiné-Bissau, quando participei conjuntamente com outros camaradas na inauguração do Fontanário de Cabedú.
Um gerador de energia solar, uma electrobomba alimentada por este, um depósito em plástico, um tubo e uma torneira. Processo simples e económico, que possibilitou àquela povoação, a água potável tão necessária ao seu bem-estar de saúde e higiene e ao mesmo tempo, água para regar os vegetais das suas hortas. Tinham-se passado cerca de trinta e cinco anos, após a retirada dos soldados portugueses e desde então, nunca mais tiveram água potável. Aproveitaram a nossa passagem por lá, para inaugurar a sua fonte. Que sorte a nossa! A alegria daquela comunidade foi indescritível, bem expressa nos seus cantares e danças típicas com que nos brindaram.
Tinham água, tinham terra, mas faltavam-lhe as sementes. O Zé Carioca e eu ficamos sensibilizados pelas palavras da mulher grande que animava a festa ao dirigir-se ao Pepito:
Pepito, estamos muito contentes, porque já temos água, mas precisamos de sementes; Simenti di tomato, di cibola, alface, fisan … …
O Zé de imediato lançou uma campanha que eu secundei no Porto. O Pepito veio de férias e levou as sementes que o Zé carioca lhe entregou.
O resultado está bem expresso nas fotos que o Carlos Silva tirou no ano seguinte, ao voltar à Guiné em missão humanitária.
Esta Campanha não pode morrer.


Fotos da inauguração da fonte no Cabedú em Fevereiro de 2008



Os resultados um ano depois (fotos do Carlos Silva)




sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

P303 - As fotos da Natália

A nossa querida amiga Natália Cristina presidente da Associação Viver 100 Fronteiras enviou-nos o seguinte email com fotos do Xico Allen e do "nosso" Zé  Pires feitas na Guiné onde se encontram recentemente.

Boa noite Álvaro

Desejo-lhe um excelente Ano de 2010 Cheio de Saúde, Paz e Esperança.
Aproveito para lhe enviar algumas fotos do Xico e do Pires que acho interessantes para a página da Tabanca, ponha-lhe lá o titulo que achar melhor. A foto do garnisé foi tirada quando o Pires que estava a cantar ao desafio com ele e conseguiu pôr o bicho a entrar pelo restaurante aonde estavamos a almoçar. Nas fotos do Xico comente que no fim do almoço, dormia sempre a sesta. Está a ficar velhinho.
A foto com o Xico e o Pires juntos foi tirada quando andavam a fazer uma visita ao cemitério de Bissau.
Hoje mesmo consegui um contentor de 40 T de material hospitalar dos 3 hospitais, que me doaram todo o material: sou uma mulher com sorte.

Um Abraço
Natália Cristina


A Natália não é uma mulher de sorte como diz. É, isso sim, um mulher empreendedora e com recursos ilimitados no plano das acções humanitárias em que se envolve. Só a sua extraordinária dedicação e o seu enorme empreendedorismo podem explicar a SORTE da Natália. Sorte, isso sim também, dos filhos da Guiné Bissau que têm gente deste calibre a olhar por eles
Aqui vão as fotos da Natália:



As macacadas do Xico


Mais macacadas do Xico



A Natália e o Xico



O Xico a Natália e Companhia


O Xico e O Pires no cemitério de Bissau


As  poses artísticas do Pires



O Pires a pensar (esta é para os que julgam que ele não pensa!!!)



O Xico antes de jantar



O Xico depois de jantar !




Um galo totalmente hipnotizado pelo Pires que imitando na perfeição o seu canto consegue maravilhas do galo !!!!

P302 - As Crónicas do Zé Rodrigues


Do nosso camarada Zé Rodrigues recebemos a seguinte crónica à qual o mesmo promete dar a devida continuidade.
Cá ficamos todos a aguardar.


A todos os ex-combatentes da Guiné, e em particular aos dirigentes, associados e amigos da Tabanca Pequena- Amigos da Guiné
Só peço ao meu futuro que respeite o meu passado
No baú das memórias de cada um de nós existem inúmeras “Istórias da Guerra” por contar.
O convívio semanal na Tabanca de Matosinhos e o nascimento da ONG  Tabanca Pequena-Amigos da Guiné a que me honro pertencer, despertaram-me para o desafio de retirar do baú as minhas “istórias da guerra”. Para ultrapassar a minha manifesta falta de jeito para a escrita, socorro-me de um método narrativo baseado na descrição cronológica de episódios, a que chamarei de “Conversas á mesa com camaradas ausentes”.  Do outro lado da mesa estará sentada a esperança de encontrar alguém que se reveja nas “istórias” relatadas e sinta a emoção do reencontro com realidades da nossa vivência na Guiné.
“Istórias da História da Guerra Colonial – Guiné Bissau
“CONVERSAS Á MESA COM CAMARADAS AUSENTES”
    1 -  MOBILIZAÇÃO
Lembras-te camarada, daquele dia em que recebemos a notícia da nossa mobilização para a Guiné, estávamos então colocados no RAP2 em Vila nova de Gaia, e te dei conta do quanto iria sofrer para informar o meu PAI dessa má nova. Estava-mos nessa altura com 18 meses de tropa, colocados bem perto de casa por mérito da nossa elevada classificação na especialidade de enfermagem e, já tínhamos como certo que por cá ficaríamos.
Má sorte a nossa.
E a esperada reacção do meu pai que, como também sabias, era completamente contra a minha participação na guerra colonial devido às suas arreigadas convicções políticas, contrárias ao regime de então.
Temendo uma reacção destemperada do meu PAI, pedi-te que me acompanhasses até casa para que, com a tua presença, me ser mais fácil dar-lhe a má notícia.
Lembras-te da sua reacção?
Vamos já tratar de te “pôr” em França, disse ele. O pior está para vir, pensei eu, que já havia decidido não desertar nem abandonar o país. Como a nossa especialidade era enfermagem, ainda alimentei a esperança de que o meu PAI não olhasse para a minha ida para a Guiné como “ mais um ao serviço do colonialismo”.
Quando recusei a ida para França, assumindo dessa forma uma decisão contrária aos seus desejos, passei a carregar o fardo de uma rotura que sabia ser dolorosa num momento difícil de quem vai para um cenário de guerra e cujo desfecho é sempre imprevisível.  Como foi importante camarada a tua presença nesses momentos. Na assunção dessa decisão por inteiro, percebi que o meu futuro começava ali.
Regressamos ao quartel e pouco tempo depois veio a informação de que o Batalhão a que iríamos pertencer seria formado no próprio RAP2, unidade em que prestávamos serviço nessa data.
Lembras-te camarada com a tristeza que ficamos já em Viana do Castelo, cidade em que aquartelamos para fazer o IAO, quando soubemos que iríamos ficar em companhias diferentes, nós que estivemos juntos na recruta, na especialidade, no estágio da especialidade e até no RAP2.

Já mais separados, deambulamos pelos montes por detrás de Santa Luzia em busca da preparação tida como necessária para o bom desempenho das nossas funções. Lembras-te dos desenfianços que, juntamente com o camarada que tinha uma Renault 4L, fazíamos algumas noites para vir a casa que no meu caso, era dormir em casa de uma tia da minha namorada.
Até que, após vários adiamentos, lá chegou a hora de apanharmos o comboio rumo a Lisboa, aconchegados com o saco dos nossos pertences, em que cabiam volumes de maços de tabaco, montes de cuecas e peúgas etc. Lembras-te daquele trambolhão que o meu saco deu no comboio e em que se partiu a garrafa de wuisky que me havia dado um tio do meu pai que era Guarda-Fiscal.  Fiquei a fumar cigarros com intenso a sabor a álcool durante uma temporada porque não havia dinheiro para mais.
Continua…………..

P301-Exposição fotográfica do Fernando Gouveia

O Fernando Gouveia é também um frequentador 
(embora não assíduo...) das nossas quartas-feiras no Milho Rei. Durante a guerra, quando as suas obrigações militares não o apertavam, agarrava na sua amiga Fujica e dava umas voltas por Bafatá e pelas tabancas vizinhas, a Rocha, a Nema e a Ponte Nova.
Eu conheci a irmã da Fujica, a minha amiga Yashica, com a qual também andei por outros lados. Mas isto são histórias que já contei ao Luís Graça.
Vamos a esta amizade do Fernando com a Fujica. Deu frutos que ele agora quer mostrar a toda a gente. Está em exposição na VIVACIDADE, uma amável Associação sita na Rua Alves Redol, nº 364-B, no Porto (perto da Rua Damião de Góis), dirigida por uma também amável e simpática senhora, Maria Adelaide Pereira. E é isto:
1 - Um olhar e um sorriso. Crianças da tabanca da Rocha (creio que é esta imagem que mostro aqui).
2 - Pescador em contra luz. No rio Geba.
3 - Consertando as redes. Junto ao rio Geba.
4 - Uma jove mãe? Em Bafatá.
5 - Vulto fugidio. Na tabanca da Ponte Nova.
6 - Vendedora 1. Vendendo bolinhos no Mercado de Bafatá.
7 - Vendedora 2. Vendendo uma mistura de pedaços de vários tipos de folhas para confeccionar o molho com que comiam o arroz, sua quase ementa diária. Mercado de Bafatá.
8 - O banho diário. Na tabanca da Rocha.
9 - Um bajuda saracolé. Na tabanca da Ponte Nova.
10 - O ourives de Bafatá. Junto à mesquita em dia de Ramadão.
11 - Velho muçulmano. Junto á mesquita.
12 - Recolhendo o vinho de palma. Perto de Bafatá.
13 - Mortal de um dançarino. Numa festividade em Bafatá.
14 - "Asa" protectora. Em Bafatá.
15 - A primeira mulher (das quatro) do chefe da milícia. Na tabanca de Madina Xaquili.
16 - Adormecido depois da mamada. No mercado de Bafatá.
17 - O colorido das vestes ou tal mãe tal filha. No mercado de Bafatá.
18 - Depois do banho. Na tabanca de Amedalai, próximo de Bafatá.
19 - Mulher de um milícia. Na tabanca de Madina Xaquili.
20 - Vendedor de cola. Numa rua de Bafatá.
21 - Vendedora de mancarra torrada. Em Bafatá.
22 - Todas as crianças nascem brancas. Na tabanca de Rocha.

Cada fotografia, com moldura, tem um preço de 20 euros. A totalidade dos direitos de autor é para as crianças da Guiné, através da nossa congénere ONGD "Ajuda Amiga".

A exposição vai estar na VIVACIDADE desde já 4 de Janeiro até 26 de Fevereiro.
Estou encantado com "Um olhar e um sorriso" e vou estar lá logo no início para o ter.

aa

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

P298 - Mensagem de Ano Novo da Lucineide

A Lucineide Brito, Lu para os amigos, é uma simpática e fiel seguidora do nosso blogue desde a primeira hora.
São as inúmeras as suas intervenções nos comentários, com palavras sempre simpáticas e encorajadoras a muitos dos nossos postes.
Nesta época festiva quiz deixar aqui uma mensagem pessoal a todos os tertulianos que com grande agrado, reproduzimos abaixo.
Para ela vão os nossos mais sinceros votos de que o ano de 2010 seja senão melhor pelo menos tão bom como foi o ano de 2009.
Um grande abraço para ela de todos nós.



Queridos amigos Tertulianos,
Mais um ano que fica em nossas vidas, e nos colocamos novamente diante de um novo e desconhecido ano, que para tal, esperamos com muita fé e desejo de que seja de alegrias  e vitórias.
Que Deus abençõe este novo ano que se aproxima e que  possamos abrir realmente a porta de nossos corações e deixar o Cristo nascer, permitindo-nos a sabedoria de  viver o real valor das coisas e das pessoas em nossas vidas.
Tomemos o tempo como instâncias de um viver que é apenas uma passagem, aproveitemos cada oportunidade de realizar um singelo gesto de carinho e de expressar uma palavra carregada de boas energias ao outro.

Desejo  um 2010 muito mais pacífico e saudável,


São os meus sinceros votos


ABRAÇOS, LUCINEIDE BRITO CAMARGO