Pois esta última quarta-feira tivemos mais uma festa de aniversário mas desta vez bem original.
Fazia (ou faz hoje dia 17, mais precisamente) 35 anos que o António Silva Batista regressou do seu cativeiro de mais de dois anos.
Foi o dia do seu segundo aniversário pois nesse dia o Batista renasceu. Pode dizer-se mesmo que renasceu das cinzas já que há mais de dois anos que estava morto. Assim se pensava.
Ainda bem que o Batista voltou para o nosso seio para poder pelo menos semanalmente confraternizar connosco e esquecer aqueles dois anos que passou num cativeiro injusto sem nunca ter disparado sequer um tiro. Era o drama de tantos e tantos que na altura eram obrigados a participar numa guerra que não era deles, a fomentar ódios sem saber razões e a sofrer no corpo as dores de uma injustiça que não compreendiam.
Quando trouxemos o Batista para o nosso seio, duas coisas lhe prometemos: uma era que o ajudaríamos a obter uma pensão de prisioneiro de guerra mais que merecida e outra foi que todas as quartas feiras ele teria livre trânsito na Tabanca Pequena de Matosinhos e nada pagaria até obter a sua merecida pensão de prisioneiro de guerra. Era uma homenagem que todos os camaradas que participam no almoço lhe prestariam por aqueles injustos mais de dois anos de cativeiro.
O almoço decorreu animado e participado como sempre. 31 Tertulianos estiveram presentes e fielmente contribuíram com a sua alegria para mais um momento de desintoxicação de espíritos.
Fica aqui a reportagem fotográfica e um pequeno filme da autoria do Manuel Carmelita. Uma nota especial para mais uma cara nova que apareceu, o Manuel Almeida que esteve em Bula.






