domingo, 2 de agosto de 2009

P214-O Gato

Este meu amigo morreu faz hoje 6 meses.
Por isso me lembrei dele, e deste poema que fez aos oito gatos que tinha em casa.
Eu tenho um gato e acho que ele viu bem como eles são. Foi ao encontro daquilo que, há uns tempos, o Manuel António Pina disse na última página do "Jornal de Notícias": que nunca viu um gato a fazer habilidades num circo...
Meto este poema como uma variante às sardinhas (com tanto amor que lhes temos até podemos formar uma Confraria da Sardinha, como sugere o Lobo). - A. Marques Lopes

«AOS MEUS AMIGOS GATOS E A TODOS OS GATOS DO UNIVERSO

O GATO

O gato é um felino
Aristocrata
Sempre usou laço
Nunca quis gravata

O gato é um felino
Snob
De trato fino
Até vaidoso
O seu andar?
Suave silencioso
Independente
Misterioso
Nunca submisso
Mostra unhas
Também os dentes
Se em duelo
Tanto for preciso
Usa bigode
Destemido soberbo
Sempre snobe
Não conhece o medo
O seu porte
A muitos humanos
Não agrada
Mas este felino
É um nobre
Capaz de ronronar
Ao exigir uma carícia
É snobe
Mantém sempre
A cabeça levantada
É nobre
Até mesmo quando caga

O gato é um felino
Aristocrata
Sempre usou laço
Nunca quis gravata

Fernando Vale, 28.02.2008»


sexta-feira, 31 de julho de 2009

P209-Uma noite... inesquecível

O resgate falhado do Alferes Lopes

ou

O outro lado da mesma noite, a inesquecível 24.06.67.

Celebra-se, todos os anos, nesse dia e mês, na minha terra, num recanto Alentejano, o Feriado Municipal, dia de S. João, com os manjares gastronómicos e as folias próprias desse evento e que, em 1967, por ironia do destino, para além de tudo, não me deram tempo para recordar ou ter saudades. (perdoem-me a simbiose).

O Lopes sempre foi um gajo porreiro. Mas, nessa tarde, chegou-nos a triste notícia que tinha desaparecido em combate e era preciso unir esforços e trazê-lo para junto de nós.

Organizou-se, quase por instinto, um grupo não muito numeroso, já que em Geba, sede da Companhia, também não eramos muitos e assim, alguns de forma voluntária e outros por imposição (os mais desfavorecidos ou sejam o zé soldado e o preto) que, santo Deus, se dirigiu a Sinchã Jobel no final dessa tarde e lá se conservou durante uma parte da noite. Em vão é verdade, mas Ele (não o Deus) merecia o nosso sacrifício e dedicação.

Pensei nesse momento fantasmagórico e hoje, algo distante, confirmo que só os loucos, cegos pela guerra, poderiam ousar tamanha e desmedida aventura.

Aquilo que se passou, na tentativa de o recuperar, foi medonho, horrível, de tal forma que não consigo concentrar-me suficientemente para retratar o vivido na noite que considero a mais longa da minha permanência na Guiné. (tantas de autêntico inferno)

A descrição sentida e fabulosa que o Lopes, através da Net, nos transmitiu sobre a sua sobrevivência, (qual quadro real ?) quase me parece pequena comparada com o terror que se apoderou de mim e daquele grupo esforçado e socorrista.

Confesso que os minutos naquela clareira e as peripécias ali estabelecidas se tornaram do tamanho das horas, dias ou meses, tal a confusão gerada, essencialmente, por negligência do Comando ou o receio persistente de continuarmos vivos, naquele perigo, no mínimo, imaginativo.

Só quem nunca ouvira relatos da realidade de Jobel (mais tarde um dos cemitérios da 1690) e não era o caso, arriscaria perder todas aquelas vidas humanas. O caos era tanto que pediu opinião a um soldado nativo sobre o procedimento a tomar (estavam no local pelo menos 1 Alferes e 3 ou 4 Furriéis). Falo deste Comando porque foi o primeiro morto branco da Companhia, no rebentamento descuidado da mina que também vitimou o Alferes Lopes e que acabou por o trazer para uns meses de recuperação no H.M.L. Por ironia, habituei-me a pensar, a partir desse momento, que me tinha saído a sorte grande e que interiorizei, verdadeiramente, como que, mesmo que me matassem eu não morria, tais as obrigatoriedades operacionais que me impunha. O “senhor da guerra” entendia, entre outras coisas, que os outros militares do serviço de saúde não lhe mereciam confiança e então o Furriel (eu) tinha sempre de avançar. Enfim, contingências daquela guerra que, já na época, não eram compreensíveis ou aceitáveis.

Situando-me no momento, admitia eu que a nossa localização estivesse quase como a carne no assador, mas felizmente (quase um milagre) ninguém deu um tiro, porque em caso contrário, acabávamos por nos matar a nós próprios, já que a noite era de breu, não se vislumbrava um palmo para além dos nossos olhos e ali ninguém se entendia, imperava o desnorte, o medo e a incógnita.

Haverá, hoje, e referente à fase citada, uma multidão enorme, quase do tamanho do mundo, que não entende os perigos que nos envolviam e que do seu resultado dependia, para nós todos, a sobrevivência ou a morte.

Depois e para nosso bem (excluindo o Lopes) iniciámos a caminhada de regresso em silêncio, agarrados uns aos outros, embora com o enleio do emaranhado da mata cerrada, tivessem sido provocadas quedas e despegamentos, qual prolongar da odisseia, pelo que só no fim nos conseguimos juntar todos.

Quase me apetece parar, nesse presente tempo e concluir que afinal, para os bafejados pela sorte ou protegidos por algo, não decifrável, a vida continuaria.

Fomos, nessa noite, efectivamente, uns “sortudos”, mas, não me restam dúvidas, estivemos à beira de engrossar o vasto número dos desaparecidos ou mortos em combate, já que considero que enquanto lá permanecemos, coabitámos, paredes meias, com mortes anunciadas, que para bem de todos os intervenientes, nos foram perdoadas.

07.2009

Ex-Furriel Enfº. Silva

P.S.

Apercebo-me que a memória já não me vai confortando com muitos factos ocorridos, há mais de 40 anos e, confesso, isso me debilita em termos de me considerar perdedor de parte do vasto património da minha vivência.

Apesar de, contrastando com essa realidade, reparar com muita nitidez, que se mantêm bem transparentes quase todas as imagens daqueles tempos distantes e pernoitados na Guiné, onde, pura realidade, jamais sabíamos se o sol do dia seguinte ainda tinha algo que nos pertencesse.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

P208-As Crianças da Clinica de Bor

As crianças que tinham vindo da Guiné para serem tratadas no Hospital de S. João já regressaram no passado dia 17 à sua terra completamente curadas das suas mal-formações.
Eis o texto de um email que recebemos rsta semana do Dr. Augusto Bidonga

Caros amigos da TABANCA
Na sexta feira passada chegou a Bissau o Dr. Fernando em companhia da
Dona Joaquina. Ja lhe transmitimos os agradecimentos dos pacientes da
Clinica Bor por tudo que têm estado a fazer pra eles, e da atençâo
prestada à Janice e Daiana que ja estâo conosco. Esperamos que tudo
corra bem com as duas meninas que neste momento se encontram no H. Sâo
Joâo. Um abraço a todos.


São palavras simples mas cheias de significado.
Esperemos poder continuar a a judar com o nosso magro contributo

A Janice e a Daiana felizes acompanhadas pela D. Joaquina, esposa do Dr. Giesteira na hora da Partida no aeroporto de Sá Carneiro.

Entretanto no mesmo voo chegaram mais duas meninas com graves complicações para serem internadas no S. João onde irão fazer uma série de exames complementares. Esperemos que tenham tanta sorte como as outras duas e que em breve possam regressar à Guiné Bissau curadas

As novas inclinas guineenses do Hospital de S. João à sua chegada ao aeroporto, com ar algo desconfiado.
As maiores felicidades para elas são os votos de todos os tertulianos da Tabanca de Matosinhos e cá estaremos para ajudar no que fôr preciso.
Fotos do Xico Allen sempre presente nestas coisas

domingo, 19 de julho de 2009

P206-O Monumento aos ex-Combatentes

Fui um dos primeiros que, há anos, fiz uma tentativa para que houvesse em Matosinhos um “Monumento aos Ex-combatentes”. Para tanto falei directamente com o, então, Presidente da Câmara Municipal de Matosinhos, Narciso Miranda, que foi combatente em Angola. Disse-me que sim, senhor, e que estava a pensar erigir esse monumento numa rotunda que iria ser feita no cruzamento da Avenida da República com a Rua Heróis de França. Mesmo em frente do Restaurante Milho Rei, portanto. Na sequência e aquando da realização de um almoço de ex-combatentes da Guiné, propuz aos seus organizadores que fosse convidado o Presidente da Câmara, a fim de o motivar ainda mais para essa ideia. No entanto, disseram-me que era melhor não, pois não queriam misturar política...

Contactei, para esta ideia da construção do monumento, a Associação Portugesa dos Veteranos de Guerra, a qual recebeu esta ideia com entusiasmo manifestando todo o seu apoio à ideia junto do Presidente da Câmara (ver carta enviada). Claro que houve eleições autárquicas em 9 de Outubro de 2005 e quem disse que iria tratar desse monumeno não foi eleito. Fica a dúvida se cumpriria a promessa feita...

Parece que há nova promessa, agora do actual Presidente da Câmara. Oxalá vá para a frente.

É que... promessas há muitas, sobretudo em vésperas de eleições.

Silvério Lobo

quinta-feira, 16 de julho de 2009

P205-As caras Novas da nossa Tabanca

Retomando um bom hábito que tem vido a ser esquecido, aqui vai uma rferência às "caras novas" que semanalmente nos continuam a visitar e a partilhar as nossas quartas de animação e convívio.

No almoço de o1 de Julho estiveram presentes o Manuel Galvão que esteve em Empada o Manuel Santos Fonseca que esteve em Tite e o José Nogueira Pontes que pertenceu à 1566 e esteve em Bissau

O Barbosa e o nosso amigo José Nogueira Pontes

O Manuel Santos Fonseca e o Manuel Galvão em amena cavaqueira

No almoço do dia 08/07/09 foram inúmeras as caras novas na nossa Tabanca. A começar pela juventude da Daniela Pimentel e da Marta Lopes filhas do Pimentel e do Zé Manel respectivamente, passando pela simpatia da Fátima carvalho , esposa do nosso autarca Carvalho e finalizando nas presenças dos nossos camaradas José Manuel Gonçalves, José Alberto Sousa Pinto, Fernando Oliveira, Manuel Novais, Joaquim Lopes e Joaquim Peixoto.Foi um dos almoços mais concorridos dos últimos tempos pois estivemos ao todo 35 tertulianos.(Fotos)


O Pimentel, a Fàtima Carvalho (de pé) a Diana Pimentel a Marta Lopes e o Custóias


O João Rocha e o seu velho camarada Joaquim Lopes


Da esq. para a dirª o Manuel Novais, o Barbosa (de pé), o Joaquim Lopes e o Joaquim Peixoto o Carvalho e a Fátima


O Zé Manuel Gonçalves, o Barbosa ed ao fundo o Novais e o Lopes

O Rolando Basto, o Zé Manel e primo do Carmelita o António Vale




O Joaquim Peixoto ao lado do nossso amigo Cancela

Esta semana foi a vez do Armando Zacarias Silva e do Francisco Fernandes Dias que estiveram ambos em N.Lamego e Bula nos honrarem com a sua presença amiga

o Barbosa, o Armando Zacarias Silva e o Francisco Fernandes Dias

da Esq. para a dirtª, o Xico Dias o Joaquim Moreira, o Teixiera, o Lobo, o Rolando Basto, o Moutinho santos o Victor e o Nelson

Como se pode constatar, os nossos encontros continuam a ser uma verdadeira placa giratória de ex-combatentes da Guiné onde as recordações e os laços de uma camaradagem aprendida em Africa se celebra de uma forma alegre e despreocupada.
É por isso que quando saímos, todos nós trazemos um sorriso nos lábios e a satizfação de termos passado mais um bom par de horas nas nossas vidas.
Álvaro Basto

P204- O Álvaro faz anos!!!


Um membro da Tabanca de Matosinhos enviou esta mensagem:

«Por favor, mete no blogue que o "presidente, cobrador de taxos", Vagomestre, Álvaro Basto, faz amanhã anos e nós vamos aos anus dele na próxima quarta-feira com rancho melhorado.
Abraço
José Teixeira»


domingo, 12 de julho de 2009

P203-O que diz o Carlos Vinhal




Caros Camaradas
Face ao Poste 200 da Tabanca de Matosinhos, dirigi a mensagem abaixo ao autor do referido Poste, não tendo obtido resposta. Também não vi esta minha mensagem publicada, o que aceito como legítimo, pois acho que os administradores da Blogue é que sabem o que é não publicável.
Porventura os meus amigos já saberão do conteúdo da mensagem pois terá sido assunto de conversa entre vós. Sendo assim e lendo agora o Poste 202, acho que o Marques Lopes procura polémica onde não a há. Quando nós nos dirigimos ao Matosinhos Hoje, foi para rebater um acontecimento onde este jornal esteve em reportagem, logo a Tabanca de Matosinhos não era perdida nem achada neste caso.
Quanto ao contarmos com a vossa colaboração futuramente, ficou expresso no meu mail abaixo, será sempre bem-vinda. Estimando em 10% os frequentadores de Matosinhos na vossa Tabanca, (ou estarei enganado?), não lhe retirando mérito, muito antes pelo contrário, enquanto associação de ex-combatentes do Concelho, desculpai, mas ponho as minhas reticências.
Reparem que quis endereçar esta minha mensagem aos Matosinhenses da Tabanca de Matosinhos e encontrei o Álvaro Basto, o Teixeira, o Marques Lopes, o Custóias, o Silvério, (desconheço se tem mail) e talvez o Jaime Machado. Se houver mais algum camarada, por favor façam-lhe chegar esta minha mensagem com os meus pedidos de desculpas.
Todos, somos poucos nesta luta pelo direito a um monumento a nível de Concelho, e por que não a nível de freguesia, no sentido fazer lembrar o nosso esforço na guerra colonial.
Com um enorme abraço fraterno
Carlos Vinhal
(pelo grupinho)
OBS:-Em anexo uma foto destinada especialmente ao camarada Marques Lopes, tirada pelo Ribeiro Agostinho, no ano passado no Encontro de Matosinhos. O Marques Lopes está ladeado por Rafael Assunção e António Folha, dois ex-combatentes do Concelho de Matosinhos, julgo que não frequentadores da Tabanca Pequena.
----------
Caro Camarada Marques Lopes
Lido o teu poste P200 - Notícia, da Tabanca de Matosinhos, sou a expôr o seguinte:
Em 2007, o grupinho formado por António Maria, José Oliveira, Ribeiro Agostinho e Carlos Vinhal, todos ex-combatentes da Guiné, resolveu organizar o I Encontro dos ex-combatentes da Guiné do Concelho de Matosinhos, no qual participaram 55 ex-militares.
O mesmo grupinho organizou os Encontros de 2008 - 96 participantes e 2009 - 107 participantes.
Também em 2007, o mesmo grupinho, com a colaboração da Junta de Freguesia de Leça da Palmeira e da Liga dos Combatentes, conseguiu que se colocasse uma placa alusiva à Guerra Colonial no Memorial da Liga, existente no cemitério n.º 1, assim como uma placa com os nomes dos militares da freguesia mortos em campanha. Houve um cerimónia de descerramento das ditas placas, no dia 10 de Junho do mesmo ano, com a presença de um representante da Liga dos Combatentes, Presidente da Junta de Freguesia de Leça da Palmeira e inúmeros ex-combatentes acompanhados de seus familiares. Foi comovente a presença de familiares dos militares falecidos constantes na placa evocativa.
A partir dessa data, todos os anos, no dia 10 de Junho, no mesmo local, há uma singela homenagem aos leceiros falecidos na Guerra Colonial.
Aproveitando estas iniciativas, o mesmo grupinho começou a pressionar por carta e pessoalmente o Presidente da Câmara de Matosinhos, no sentido de se construir, algures no Concelho, um Memorial aos militares mortos na Guerra Colonial, assim como um Monumento, nome de Rua, etc, que lembrasse o esforço dos matosinhenses naquela guerra.
Se o meu estimado camarada Marques Lopes estivesse presente no nosso almoço deste ano, do qual lhe foi dado conhecimento pelo Ribeiro Agostinho, ouviria da boca do Presidente da Câmara, convidado de honra assim como o senhor General Carlos Azeredo também presente, a notícia de que iria ser eregido um monumento aos mortos do grande naufrágio de 1947 e aos mortos do Concelho de Matosinhos da Guerra Colonial, junto ao futuro Tanatório de Matosinhos, a inaugurar brevemente, anexo ao cemitério de Sendim.
A notícia que retiraste do jornal Matosinhos Hoje, tem a ver com a nossa reacção a algumas afirmações menos correctas de camaradas que não tendo feito ainda nada, discordam daqueles que já fizeram alguma coisa. Alguém disse em pleno cemitério, no dia 10 de Junho deste ano, que jamais querem ver os nomes dos leceiros no dito memorial de Sendim. Só não sabemos se concordam que os mesmos nomes constem no Memorial existente em Lisboa, bem mais distante de Leça da Palmeira. Por outro lado defendem um Memorial em Leça da Palmeira, porque do Porto de Leixões teriam saído contigentes de tropas com destino ao Ultramar. Fui funcionário da Administração do Portos do Douro e Leixões entre 1966 e 2000, e nunca vi nenhum contigente de tropas a embarcar deste Porto.
Às afirmações que fazes, utilizando o meu nome, não respondo.
Por último, com muito gosto daremos informações das nossas futuras iniciativas como grupinho, contando com a prestimosa colaboração da Tabanca de Matosinhos. Se não te importas serás o nosso interlocutor priveligiado.
Junto uma fotografia do II Encontro de Matosinhos, no qual tivemos a subida honra da tua presença, onde poderás identificar os quatro elementos do grupinho.
Junto outra foto do Encontro deste ano, onde se vê o Ribeiro Agostinho no uso da palavra. Ao seu lado direito o Presidente da Câmara de Matosinhos e o senhor General Carlos Azeredo.
Se quiseres publicar esta mensagem no vosso Blogue muito me honra.
Deixo-te um abraço fraterno, extensivo aos camaradas frequentadores do Milho Rei.
O teu camarada e amigo
Carlos Vinhal

Tudo bem. Cada um sua opinião. Só duas observações:
- quando falei em "grupinho" não tive nenhuma intenção depreciativa, é só porque eram quatro
- é verdade que fui contactado para o encontro deste ano, mas disse, e foi o facto, que estava em Lisboa na altura e não podia ir (quem me contactou pode testemunhar isso). Não sabia, mas se tivesse sabido com antecedência que estaria o Presidente da Câmara de Matosinhos tinha dito logo que não iria lá. Porque não vejo razão da presença de personalidades políticas que nada têm a ver com um encontro de gente que combateu na Guiné. Assim penso eu, claro. Outros pensarão diferente. A fotografia onde estou com aqueles camaradas que estiveram também em Barro, onde eu estive, é do ano passado. Nessa altura foi bom, e nenhum político apareceu para se aproveitar... A. Marques Lopes