segunda-feira, 13 de abril de 2009
P142-o nosso cantor lírico Carlos Costa
Para melhor se avaliar o que por lá se ouviu, aqui deixo umas imagens do Carlos a cantar "Oh Coimbra do Mondego" num espectáculo que o grupo "Do Choupal até à Lapa", onde participam também os nossos camaradas David Guimarães e Manuel Martins (este, ainda bem recentemente almoçou connosco), deu numa casa de espectáculos bem conhecida aqui no Porto.
Espero que gostem
Álvaro Basto
P141-Numa mão a espada e noutra a viola
Eu é que nunca me chateio quando me perguntam... Guimarães já pagaste? Guimarães já deste alguma coisa para as sementes? Esta é a paga que tenho rodas as semanas e afinal só me safo disso quando não vou à Tabanca... É perseguição mesmo...

E…..conheço Mampatá, Guileje, e isto e aquilo... as grandes batalhas que se deram aqui e acolá - lá bem na nossa Guiné - eu digo nossa porque como todos temos uma rua, uma quinta porque não ter a nossa Guiné...e mais. É o Mampatá, é Bedanda, é Có e o Saltinho, Bambadinca etc etc etc... Como filho que todos somos do Blogue Grande decerto que o sector por onde eu andei já foi tratado exaustivamente e a guerra já acabou por lá... E pronto fala-se em Cussilinta, colónia Balnear bem perto de "Cambessé" e "Sincha-Madio" a uns cinco Quilómetros de Tangali, a uns 8 da Ponte dos Fulas e que estavam á guarda de uma Companhia que estava sediada no Xitole.... Muita gente que conhece a ponte dos Fulas e Cussilinta perguntaram-me onde era Xitole... Pois é que agora com a estrada alcatroada já nem se passa no Xitole bem mas um tanto ao lado e como cada ex-combatente que vai á Guiné vai ver a sua terra pronto - que se lixe o Xitole... O Xitole tem história e teve bem guerra e sei que ainda hoje existe a marca no antigo depósito de géneros - que ainda lá está - de uma granada que lá entrou num fim de tarde de um dia do ano de 1971 e partiu uns garrafões de vinho... Nenhuma granada mais lá acertou e ainda bem, e foram muitas quando para lá foi morar um Morteiro 107 milímetros... etc etc etc... Sendo que o Saltinho por exemplo já tinha sido antes de ser companhia, um destacamento do Xitole.
Eu afinal estou a dizer isto tudo para justificar uma fotografia que eu desconhecia e me fizeram o favor de me enviar como prenda de Páscoa - foi um ex-camarada da CCS que o destino um dia quis que fosse projectado pelo para brisas de uma GMC e fosse evacuado... vá lá coseram-no bem os cirurgiões para a altura, e hoje manda uma cicatriz desde a cabeça até isso mesmo que pensam...
Ora bem, é uma estada de piras (seis meses mais ou menos) que chegaram há pouco ao mato da Guiné, ano de 1970 e fácil é ver pelas botas muito bem conservadas ainda... pois aí era onde os sargentos comiam - MESSE DE SARGENTOS...
Camões diz: "numa mão a espada e noutra a pena" eu mudei a espada pela viola e o Meirinho também - numa mão a espingarda e noutra a viola.

DAVID GUIMARÃES
sábado, 11 de abril de 2009
P140-O Pimentel vai fazer anos
A não perder.... na próxima quarta-feira.... o Pimentel faz.... digamos... alguns anos... muitos .. mais de 50 e menos de 100... (eu desta vez não digo quantos se não o Portojo cai-me em cima).Vamos ter o habitual bolo e se se portarem bem talvez qualquer coisita para se beber com o café.... não faltem....
Álvaro Basto
P139-Os "especiais"
que, de vez em quando, ia relatando oralmente, sobre a nossa passagem pela Guiné.Isto, a propósito de algumas expressões menos felizes , utilizadas por um senhor oficial superior, que terá apelidado alguns portugueses que prestaram, como nós, o seu serviço militar algures no interior da Guiné-Bissau, de ”bandos cercados por arame farpado”.
Então, aqui vai o primeiro:
É evidente, que os militares que se encontravam nos acampamentos, não tinham as condições dos que estavam nos aquartelamentos. Só Deus sabe … claro que, se às vezes nem água tinham para beber, quanto mais para tomar banho.
Seria pelo mau aspecto que aparentavam fisicamente, devido às condições sub-humanas a que estavam sujeitos, que foram confundidos com bandos, não obstante, serem flagelados quase permanentemente por fogo inimigo.
Em meados de 1967, quando seguíamos numa coluna militar a caminho de Binar, fomos atacados. Logo nos apercebemos que o fogo vinha do lado esquerdo e, como por acaso desse lado o terreno estava capinado, avançámos naquela direcção com os dois carros de combate Panhard, ao mesmo tempo que eram efectuadas algumas rajadas e morteiradas dado que cada carro, para além de duas metralhadoras, tem também um canhão de tiro directo.
A emboscada foi silenciada rapidamente, não tendo havido, felizmente, qualquer baixa ou, até, qualquer ferido.
Regressámos à picada e prosseguimos até ao objectivo, o aquartelamento de Binar, não sem antes termos ficado surpreendidos pela presença, nada habitual , de um pequeno avião que sobrevoava aquele local. Tratava-se de uma “DO”- Dornier militar.
Ao chegar a Binar logo verificámos que esta pequena aeronave ali se encontrava, rodeada por diversos oficiais e fomos avisados que um senhor oficial do CTIG queria falar com quem vinha nas Panhards.
Dirigi-me ao seu encontro, ainda hoje não sei se era coronel ou brigadeiro, pois não me lembro de ter visto os galões ou as estrelas. Só me recordo que, quando me aproximei dele perguntou-me, de imediato, se sabia quanto custava uma Panhard ao exército português . Perante a minha estupefacção, ele respondeu à sua própria pergunta: -“ custa 1500 contos” e prosseguiu “o senhor já viu o prejuízo que podia causar ao sair da estrada?”.
Ainda ripostei, tentando dizer-lhe que as viaturas imóveis eram alvos fáceis, tal como se aprende na recruta e é dos “books”, mas ele não se conteve e, perante a minha reacção, ainda me ameaçou com prisão se não me calasse.
Valeu a intervenção de um outro oficial que me pediu para ter calma após eu ter retorquido que pensava que estávamos numa guerra a sério e que a nossa missão ser a de tentar proteger a coluna da melhor maneira.
Mas o caricato deste episódio, não termina aqui.
Passados uns dias, um oficial, da sala de operações de Bula, afirmou-me que afinal a nossa reacção à emboscada no percurso para Binar tinha sido um êxito, pois fora publicado em O.S. do CTIG um louvor à escolta, dado que, naquela altura, estaria a decorrer uma operação dos “especiais” naquele local (Daí a presença daqueles oficiais em Binar e de termos sido sobrevoados pelo DO) e, estes, após a emboscada encontraram no local da mesma muitas armas abandonadas, no local da mesma , pelo inimigo face à nossa reacção.
É assim a guerra, ou melhor, o paradoxo das atitudes de alguns oficiais. Às vezes, acabava por se gerar um mundo de reacções contraditórias que quase nos levavam à revolta, pela obscuridade de interesses que escondiam e que não percebíamos.
Voltando à motivação pela qual estou escrevendo,
Minutos depois estávamos a sofrer uma emboscada
ainda hoje não consigo interpretar correctamente as palavras recentes de um Sr. General que também prestou serviço na Guiné como nós, quando numa entrevista afirmou que no teatro das operações havia soldados que se portavam como bandos cercados por arame farpado.
Ora aqui está mais uma contradição. 40 anos depois…Bandoleiros cercados por arame farpado, sim, porque se fossem bandos estariam em movimento. A palavra bando sugere acção e não imobilidade como era o caso. Isto é, eram, a qualquer momento, alvos permanentes, o que não acontecia aos “especiais”.
Nesta conformidade e pela afirmação do sr. General, não é difícil concluir, que “ bandos cercados por arame” … seriam bandoleiros em “ cumprimento de pena”… por terem estado, com aquele sacrifício, a contribuir para o “prestígio” alcançado por alguns oficiais “superiores”.
Também pode haver uma outra interpretação, terá sido porque esses soldados não eram “especiais” e, nestas condições, jamais poderiam aspirar a ser tratados com a mesma dignidade, que leva a que, 40 anos depois, haja promoções com o objectivo de melhorar a sua reforma, melhor dizendo, choruda reforma, como aquela que, segundo consta, vai ser atribuída a um oficial, também “especial”, 20 anos depois da sua aposentação?
Mais palavras… para quê!?..
A.Marques Barbosa
sexta-feira, 3 de abril de 2009
quinta-feira, 2 de abril de 2009
P132-na próxima quarta há "Galinha de Chabéu"
Quem quizer ou puder aparecer faça o favor, pois será muito bem vindo.
Álvaro Basto
nota: foto publicada no blogue avozdaquinta.blogspot com a devida véna
P131-Mais caras novas na nossa Tabanca e os 65 anos do João Rocha
Mais duas caras novas para a nossa Tabanca. O José Rodrigues Firmino que enre 69 e 71 esteve em Jolmete e o Victor Santos, enfermeiro entre 68/70 da CCAC 2368 do BCAC 2845 que esteve entre outros em Teixeira Pinto e Bissoran