terça-feira, 31 de março de 2009

P129-Quem é o Norberto que nos visitou

Norberto TAVARES DE CARVALHO nasceu no dia 6 de Junho de 1952 em Taliuará, também conhecida pelo nome de Ponta do Nhu Kôte, perto de Xime, arredores de Bambadinca, no leste da Guiné.
Ainda jovem, engajou-se na luta contra a opressão, primeiramente nas fileiras do PAIGC como militante clandestino e mais tarde nos meios intelectuais. O seu engajamento valeu-lhe alguns dissabores e vários anos de prisão. Sob o regime colonial foi preso em 1972 por ordem expressa do General Spínola, então Governador da Guiné, por ter liderado um levantamento estudantil em Bissau.
Preso de novo em 1973, por pertencer à rede clandestina do PAIGC, foi condenado a 3 anos de trabalhos forçados na Ilha das Galinhas e libertado após o 25 de Abril.
Sob o regime do PAIGC, após o golpe de estado do 14 de Novembro de 1980, foi preso por ter pertencido às forças da segurança como chefe dos serviços da migração.
Após a sua libertação, em Maio de 1983, face às barreiras de reinserção erigidas à sua volta pelas novas autoridades, teve que abandonar a Guiné.
Na Suíça, onde se refugiou, formou-se nas Altas Escolas Especializadas do domínio das ciências sociais. Em 1998, fez o seu Brevet Federal de Formador de Adultos na Universidade Operária de Genebra. É titular do Master Europeu em Mediação pelo Instituto Universitário Kurt Bösch, tendo consagrado a sua tese de de diploma na reflexão de um dos problemas de maior importância dos nossos dias : a prevenção e a gestão de conflitos. A sua contribuição liga-se à volta dos métodos tradicionais africanos de gestão de conflitos e de reconciliação nos mecanismos nacionais e internacionais da mediação. Faz parte da lista dos Mediadores Civis do Estado de Genebra.
Quanto à Guiné, Norberto nunca escondeu a sua aversão total à política que sempre considerou abusiva do General João Bernardo Vieira, Nino, então Presidente da República, na forma perfidiosa como conduziu os destinos do povo guineense. Entretanto, condena com toda a veemência os actos que tiveram lugar, neste mês de Março de 2009, em Bissau, e tem esperança de um futuro melhor para o povo guineense.

domingo, 29 de março de 2009

P128-Ronda a ofensa

O senhor General Almeida Bruno, referindo-se aos combatentes na Guiné, disse que: “…a maioria esmagadora eram bandos que estavam atrás do arame farpado à espera que o inimigo atacasse para se defenderem… havia muito pouca iniciativa”, põe como excepção os pára-quedistas e os fuzileiros (admiro-me que não fale nos comandos…). Parece-me que se trata de uma manifestação de sobranceria estilosa e de menosprezo da actividade, dos problemas e sacrifícios dos que estavam obrigados aos dispositivos táctico-estratégicos determinados não por eles mas por quem dirigia a guerra, quer para gestão de quadrículas quer para ocupação de pontos considerados importantes para manobras operacionais ou para enquadramento de populações. Esta declaração entristece-me vindo de quem vem, sabendo eu o que sei, apesar de estar longe de ser alguma sumidade na arte da guerra, o que não é o caso do senhor General. É só pelo que vi e vivi, e também tenho lido.
Segundo os dados que colhi das publicações da CECA, 1.276 é o total de elementos que constituem o “bando”, então, dos mortos em combate na Guiné, não estando neste número, é claro, nem os fuzileiros nem os pára-quedistas (aos quais manifesto o meu respeito e admiração), que também lá tiveram mortos.
Uma “limpeza” que a guerrilha fez atrás dos nossos arames farpados?… Eu “vi” que não foi assim.
A primeira companhia em que estive (CART1690) teve 10 mortos em combate, na zona do Oio: 3 soldados e 1 alferes em ataques à base do PAIGC em Sinchã Jobel; 1 soldado e 1 capitão em deslocação entre destacamentos da companhia; 2 soldados, 1 furriel e 1 alferes em ataques do PAIGC a destacamentos nossos. Foram também evacuados para o HMP de Lisboa, por ferimentos em combate, 2 alferes (1 num deslocamento entre destacamentos, 1 numa operação) e 3 soldados (em operações).
Quanto à outra por onde passei, de guineenses do recrutamento local (não era tropa especial): enquanto foi 1.ª CCAÇ, teve 7 mortos em combate, quando andou por Bissorã, Talicó, Bedanda, mata de Cudana, Sambuiá…; depois de se transformar em CCAÇ3, teve 15 mortos em combate, sendo 3 em ataques do PAIGC a Barro, 3 em ataques do PAIGC a Guidage (onde teve elementos destacados) e os restantes em operações ou emboscadas (Sano, Sambuiá, Canja...).
Quanto à “muito pouca iniciativa”:
À CART1690, quando chegou à Guiné, foi-lhe dada a responsabilidade de uma quadrícula de 1600km2, na mata do Oio. Nessa quadrícula tinha, inicialmente, quatro destacamentos: Geba (onde era a sede da companhia), Camamudo, Cantacunda e Banjara (estes dois a cerca de 40km de Geba). Depois constituiu mais um destacamento em Sare Banda. A companhia foi, pois, desmembrada desta maneira… por “iniciativa” dos altos comandos da guerra.
Mesmo assim:
- forças suas participaram em 61 operações com nome de código, 12 destas com PCV;
- forças suas realizaram 1561 patrulhamentos, 36 emboscadas e 442 outras acções
Quanto à CCAÇ3 não tenho dados numéricos, mas, da minha experiência pessoal, garanto, senhor General, que os pelotões desta companhia realizaram inúmeras emboscadas e patrulhamentos na fronteira com o Senegal, nas zonas de Sano e Canja, e participaram em várias operações em Sambuiá.
O que diz o senhor General é a “sua” verdade, com muita coisa em falta, que, pelos vistos, desconheceu (embora me custe a crer…). Vou dar outros dados que constituíram a verdade dos “bandos” que estavam atrás do arame farpado:
- da CART1690 houve 15 elementos que foram evacuados para o HMP de Lisboa por motivo de doença
- e dois exemplos de uma das razões disso: o destacamento de Banjara esteve, em certa altura, com dois meses sem abastecimentos, tendo os seus ocupantes que se desenrascar comendo macacos e cobras; quanto à água, porque só havia fora do arame farpado, estabeleceu-se tacitamente uma escala: num dia iam os do PAIGC da zona e noutro dia iam os nossos buscá-la; em Barro, quando as barcaças demoravam muito tempo a trazer-nos os abastecimentos pelo Cacheu, tínhamos de ir “caçar” as vacas que o PAIGC tentava levar do Senegal para o Oio – era uma forma de poder comer de jeito.
As condições que tínhamos no arame farpado não eram as mesmas, naturalmente, do que as que tinha quem estava em Bissau. Até das coisas mais comezinhas tínhamos, muitas vezes, que nos privar. Eu, por exemplo, que sempre fui um fanático por óculos escuros “rayban”, nunca os pude usar. É que, quando no arame farpado, eram topados ao longe e, quando em emboscadas, patrulhamentos ou operações, seria logo referenciado. É claro que não me interessava ser um alvo privilegiado.
Parece-me que, num programa com a projecção de “A Guerra” não foram nada cuidadas as declarações do senhor General, mesmo que delas esteja (mal) convencido. Os que estão a leste do que foi a guerra pensaram mal de nós, os ex-combatentes, alguns terão mesmo pensado que andámos lá a passar férias. Os que querem conhecer o que ela foi ficaram mal informados, induzidos em erro. Para nós raiou a ofensa.

P127-CARTA PARA O SR. GENERAL ALMEIDA BRUNO.

Senhor General
Eu sinto-me muito honrado em ter pertencido a um dos tais “bandos” que vaguearam pela Guiné e se “escondiam” atrás do arame farpado muito calmamente à espera que o inimigo nos viesse visitar. Outros, com muito mais categoria e responsabilidade o faziam no “ ar condicionado” e longe do perigo “escondidos “em Bissau.
As suas afirmações foram a resposta à questão que me perseguia desde o dia em que pisei o “tchão” da Guiné. Agora entendo o porquê de durante dois longos anos que por lá andei em “bando” (felizmente não era de malfeitores – provam-no a forma como tenho sido recebido pelas populações que tenho visitado ultimamente - ). Porque é que os oficiais do Q.P. eram aves muito raras no teatro profundo da guerra?
Lá nos locais por onde andávamos, e, lutávamos em nome de uma Pátria, e chorávamos de desespero ao vermos os camaradas caírem, e partirem para a eternidade ou feridos gritarem pela mãe e se agarrarem a pagela da “mãe do Céu” última esperança de salvação, ou, de medo por sentir que o próximo podia ser qualquer um de nós.
Lá nesse “inferno” conheci poucos. O Capitão Rei (dos Lenços azuis), e os Majores Carlos Azeredo e Carlos Fabião de quem guardo, e, creio mesmo muitos camaradas dos tais “bandos” estarão de acordo comigo, as melhores recordações e o Capitão da 15 ª de Comandos que fazia jus em partir com os seus homens para o mato, tropa especialista que me habituei a admirar, pela coragem e abnegação mas que pelos vistos também fazia parte dos tais “bandos” .
Constou-me que havia um capitão do Q.P. em Gandembel, mas estranhamente nas vezes que lá fui (O “bando” às vezes fazia umas pequenas saídas para se divertir) estava sempre para Bissau.
Havia ainda um outro, o senhor mesmo, com a patente de capitão, que apareceu algumas vezes, vindo do céu, a acompanhar o Comandante Geral. Estou a ver a sua imagem de óculos escuros tipo James Bond, luvas brancas, botas a brilhar e de camuflado ainda virgem. Isto é. Ainda cheirava a novo, nunca tinha passado pelas águas fétidas e sujas da bolanha e dos tarrafos. Não estava manchada pelo suor que nos derretia nas longas caminhadas à “caça do inimigo, em operações que os senhores do Q.P controlavam e comandavam, mas, de avião. Nem surrado dos dias e noites passados em emboscadas, colado à terra vermelha e quente, onde expectantes observávamos o terreno na mira de alguém desprevenido que ousasse por ali passar . . . Havia ainda as colunas, que o senhor não fazia, e a massacrante e arriscada segurança na construção de estradas e depois . . . o descanso no serviço à segurança da Unidade.
Pode crer que fazíamos isto tudo para nos divertirmos. A prova está nos cerca de 10.000 mortos e muitos mais, feridos fisicamente nestas “diversões” e os que ainda hoje sofrem as mazelas físicas e psíquicas daquelas andanças.
Era este o trabalho que estes “bandos “ de que o senhor falou com tanto desdém faziam na Guiné, mas para quem estava em Bissau, nas “bolanhas” de alcatrão e casernas de ar condicionado, não era nenhum trabalho especial. Pelo menos servíamos para isolar Bissau do perigo da presença armada do Inimigo por perto, podendo os “senhores da guerra”, dormir descansados. Dê-nos pelo menos esse mérito, senhor general.
Deixe-me dizer-lhe ainda, que agora entendo porque razão a classe militar e a classe politica, dá o mais profundo desprezo aos combatentes que tanto deram pela Pátria, abandonando-os à sua sorte.
Quantos de nós ainda sofre na pele as mazelas do que viveram na guerra.
Quantos de nós não consegue dormir uma noite em paz, perseguido pelos fantasmas que ganhou ( as medalhas ) na guerra.
Quantos de nós tem uma vida destabilizada, pessoal e familiar , pelas doenças do foro psicológico que persistem e os inibe, por exemplo, de trabalhar de se relacionarem como pessoas com pessoas.
Quantos de nós procuram no álcool e nas drogas um lenitivo que faça esquecer.
E os que ficaram no terreno em campas perdidas no mato. Esquecidos de todos, menos dos camaradas e da família que não consegue fazer o luto e mantém a dúvida.
Agora entendo senhor general, nas suas palavras a razão de tantas perguntas que ,nós os combatentes, fazemos a nós mesmos e para as quais não tínhamos resposta – Afinal éramos uns “bandos” armados a “mamar” o sangue da Pátria.
Que tristeza ouvir da sua boca, da boca de um “distinto” general de óculos escuros, tanta “baboseira”.
Até o General Spínola, que me habituei a respeitar como um comandante dos que há poucos, por este mundo fora e tanta consideração expressava por nós a “tropa macaca”, deve ter dado umas voltas no caixão e se pudesse lhe arrancaria os galões, como fez a alguns que considerava indignos de os usar.
José Teixeira
1º Cabo enfermeiro – Guiné 1968/1970

sábado, 28 de março de 2009

P125-O nosso direito à indignação

Embora considere não ser este o objectivo principal inicialmente definido para este Blogue já que o Blogue mãe do Luís Graça disso se encarregaria, o "caso" é de tal modo grave e ofensivo que seria quase um desrespeito para com todos quantos sofremos no corpo e na alma as sequelas de uma guerra que nenhum de nós quis, não falar aqui dele.
Refiro-me obviamente às palavras insensatas e no mínimo irreflectidas do Gen. Almeida Bruno que todos nos ouvimos estupefactos na passada quarta-feira no terceiro episódio da 2ª série de documentários "A Guerra".
Transcreve-se aqui o extracto do documentário para que não fiquem dúvidas.
A propósito, recebi do nosso camarada Zé Manel Lopes ,conhecido pela sua pródiga bonomia e senso poético, o texto que abaixo transcrevo.
Hoje no convívio que tivemos em casa do A. Carvalho em Medas-Gondomar o assunto veio obviamente à baila e a unanimidade das opiniões foram bem demonstrativas da nossa enorme indignação.
Pessoalmente, considero-as acima de tudo um insulto a todos nós e em especial às famílias das centenas de camaradas que por lá ficaram ou ficaram mutilados para o resto da vida, .....por...imagine-se.... não saírem do arame farpado...
Ora Sr. General que bela oportunidade perdeu de estar calado...
Álvaro Basto




Sim, assisti perplexo ao comentário dum tal General Almeida Bruno.
Sim, éramos uma tropa macaca, mal preparada, mandados para uma guerra com apenas 20 anos.
Sim éramos uns aprendizes na arte da guerra, ensinados por maus profissionais, que inconscientemente nos mandavam como carne para canhão.
Que aprendemos na especialidade?
Que preparação psicológica tínhamos para o que íamos enfrentar?
Que conhecimentos adquirimos na Instrução Operacional em Bolama?
Aprendemos, sim com os velhinhos que fomos render, que aprenderam à sua custa e muito nos ensinaram num mês de sobreposição, aprendemos com os militares africanos que na guerra nasceram e na guerra viviam, aprendemos, à custa de muito penar, de muito sofrer.
Aprendemos que os dilagramas matam se não tiverem o anel de segurança no local próprio antes de se tirar a cavilha e morreu o Manuel e morreu o Alferes que estava junto de ele e de quem não me lembro o nome, porque quis esquecer tudo isso.
Porque até saber do blogue vivia com todas estas mágoas dentro de mim, sem ter com quem falar e exorcizar os meus fantasmas e a quem dar a ler os meus poemas.
Ah! morreu o Albuquerque numa mina. Só ele.
Se eu acreditasse em milagres ia todos os anos a rastejar até Fátima, pois por lá as minas eram às dezenas, perdão as centenas, mas aprendemos a ter na mão uma pica que precedia os nossos passos, e só morreu o Albuquerque, que até já havia passado o local da mina, mas deu um passo a traz e foi fatal.
Morreram seis, um dois tres quatro cinco seis africanos de uma vez numa mina anti carro, quando se puseram detrás da viatura que regava a estrada para a solidificar e a roda traseira fez rebentar o engenho. Pedaços de seres humanos por todo o lado.
Morreram numa emboscada dois homens da Comp. de Cavalaria e salvo erro 4 elementos do PAIGC naquela emboscada maldita.
O meu amigo e conterrâneo Arnaldo da C CAC 18 ficou sem o calcanhar e um soldado do seu grupo sem um braço e a cara completamente esfacelada e vive!!! agora como pode sem a solidariedade dos senhores da guerra.
O António vive na curva da morte em Sergude, louco, apanhado, dizem alguns, e eu com medo de o visitar, de lhe falar, de o abraçar, esteve anos a fio prisioneiro assim como o meu amigo Batista da Tabanca de Matosinhos. 26 meses de inferno e quem eram os superiores de quem me podia socorrer ou aconselhar nos piores momentos? O Capitão Miliciano Marcelino, o Capitão Miliciano Vasco da Gama que esqueci e vim a rever recentemente, os Alferes Milicianos da minha Companhia, os outros Furries Milicianos e os nossos soldados.
Dos senhores da guerra vi-os quando cheguei a Bissau.
O Sr. Almeida Bruno esse herói, nunca por lá o vi. Foi certamente herói de outras guerras e respeito isso sinceramente acreditem, mas respeitou ele a tropa macaca? A carne para canhão? Fizemos a guerra até ao fim e é isto que nos resta.
Sim somos uma espécie em extinção, os mais novos têm agora 58 anos, dentro em breve não haverá ninguém para xingar sr. General.
E a maioria de nós nem direito tem a reformas.
Os americanos com uma comissão de 12 meses no Vietnam tiveram direito a reforma aos 55 anos e segundo consta também os militares portugueses do quadro.... e a tropa macaca?
Somos estrangeiros no nosso próprio País.
Quando convém a Pátria é de todos, depois passa a ser só de alguns.

José Manuel ex Furriel MILICIANO da CART 6250 Guiné 72-74 Mampata Forrea-Aldeia Formosa-Quebo

Nota: Foi fuzilado depois de regressarmos o maior herói que vi em toda a minha guerra o MORE milícia a quem muitos de nós devemos a vida. Ficou lá, era soldado se fosse capitão vinha como o Marcelino da Mata e não era fuzilado.

sexta-feira, 27 de março de 2009

P122-Parabéns João Rocha

O João Rocha faz hoje 65 "lindas" primaveras.

Para ele os votos de que continue a sorrir bem disposto como sempre, durante muitos e muitos anos..
Na próxima quarta-feira vai ter de haver bolo, não escapas pá!!!
Álvaro Basto

P120-As 7 caras novas da nossa Tabanca

Actualizando a informação do post anterior do "PortoJo" foram sete e não seis as caras novas que na quarta passada nos visistaram e connosco conviveram, ruidosa e alegremente .


Da esq. para a dir. o Pimentel, o Mendes Teixeira, o Viana, o Junqueira, o Mesquita e o Fonseca todos da CCS do BCAC 2851 que estiveram em Mansabá e Galomaro entre 1968/70. e o nosso "morto vivo" Batista


Aqui ficam os testemunhos da azáfama gastronómica e do franco e salutar convívio.

Aparecem sempre camaradas.


O Correia Lopes de Bissoran, Cacheu Teixeira Pinto de 68/70 ao lado do seu camarada Nascimento Azevedo

No extremo da mesa ao lado do A, Carvalho pode ver-se o J. Cancela que esteve em Buba e em Bula entre 68/70


O Nascimento Azevedo do Cacheu e Bissoran ao lado do Casimiro e do Xico Allen


O António Fonseca ao lado do José Pires



Da direita para a esquerda, o Mendes Teixeira, o Junqueira e o Heitor Viana todos da CCS da BCAC 2851 companheiros do Pimentel


quinta-feira, 26 de março de 2009

P118-APELO-Mais Sementes para a Guiné.

Março de 2008- Em Cabedú houve festa.
Há cerca de 35 anos (desde que a tropa portuguesa se foi embora) não havia água potável.
No dia em que alguns "brancos" voltaram a Cabedú, inaugurou-se o fontenário.
A água começou a jorrar, a alegria, a festa que aquela gente fez, envolvendo-nos com a simpatia que lhe é peculiar, marcou-nos profundamente.
Camaradas que convivem na Tabanca de Matosinhos e todos quantos de algum modo sentem que deixaram um pouquinho de si na Guiné, com a nossa singela ajuda, a sementeira foi iniciada e os resultados devem fazer-nos sentir orgulhos.
Os (as) Guineenses de Cabedú, que tive um grande prazer em conhecer o ano passado, estão a demonstrar claramente, que na Guiné se trabalha, que na Guiné há sinais de mudança, que na Guiné o povo simples e afável que nos recebe de braços abertos e com lágrimas de júbilo, é capaz de construir o seu futuro. O seu grito, que eu e o Zé Carioca emocionados ouvimos e transmitimos, foi entendido por alguns de nós em Portugsl, fizemos chegar lá umas migalhitas e vejam os resultados da sementeira.
Não podemos ficar por aqui.
Muito mais há a fazer.
O Zé Carioca que gere este processo de apoio, está a lançar o projecto das sementes para este ano.
O meu desafio, camaradas, é começarmos desde já a encher o mealheiro, para na épocoa própria, enviarmos novo pacote de sementes para os nossos amigos da Guiné.
A A.D., Associação para o Desenvolvimento, gerida pelo nosso camarada e amigo Pepito dar-lhe-á o seguimento mais correcto.
Fica aqui e desde já o repto lançado
Zé Teixeira



Março de 2008 - Em Cabedú houve festa. Há cerca de 35 anos (desde que a tropa portuguesa foi embora) não havia água potável.
No dia em que alguns brancos voltaram a Cabedú, a população fez festa e inaugurou o novo fontenário. Eu, o Zé Carioca, o Pepito e mais alguns camaradas estávamos lá.

É dia de Festa. O Branco voltou . Grupo de mulhres expressam a sua alegria cantando


"Mindgers" de Cabedú em festa. O Branco voltou e vai participar na inauguração do fontenário



Eu bebi água fresca e potável em Cabedú no dia da inauguração do fontenário com motor alimentado a energia solar .



O Pepito e a Domingas ( a enfermeira do PAICG de serviço ns ataques a Guiledje) em Cabedú no dia da inauguração do fontenário