domingo, 28 de dezembro de 2008

P052-Lembranças de 2008

Lembrança da Casa Teresa

O Álvaro Basto falava sobre as vantagens de comer sardinhas com seven-up. O Xico Allen, com a sua técnica foto-informática, fixou o momento em que o Guimarães, que até achava que com cerveja não era mau, e o Marques Lopes, que prefere o vinho, seguiam, no entanto, atentamente a prelecção. Já o Barbosa estava mais atento às observações picarescas do Lobo, enquanto o Zé Manel, que não tem nada a ver com bebidas gazosas, tentava saber se as uvas medravam...

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

P050-Poucos mas firmes

O Rolando Basto o Pimentel o João Rocha o Pires o Xico Allen o Marques Lopes e o
Alvaro Basto que marcaram presença no Milho Rei mesmo na véspera de Natal


Pois é camaradas....nem na véspera de Natal a tradição das quartas deixou de ser cumprida.
O Milho Rei foi palco de mais um almoço animado a recordar aqueles primeiros tempos em que a tabanca de Matosinhos era mesmo uma Tabanquinha. Só que e pela primeira vez há muitos meses não se comeram sardinhas assadas à quarta-feira.
Na altura soube-se que não apareceu mais gente por causa de uma malfadada gripe que anda aí assolar as bolanhas..Um abraço e votos de rápidas melhoras para o Zé Manel Lopes e para o Lobo que ficaram retidos entre lençóis.
Na quarta, véspera de Ano Novo lá estaremos de novo.
Álvaro Basto

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

P049-Um (meu) conto de Natal




Naquele tempo em que eu era pequenino e o Pai Natal ainda não tinha sido inventado, havia um menino que estranhamente nascia todos os anos no mesmo dia e à mesma hora. Esse menino chamava-se Menino Jesus e nascia no dia vinte e quatro de Dezembro à meia noite, na noite de Natal.
Segundo dizia a minha avó, que Deus tem, esse simpático menino, que nascia todos os anos à mesma hora e no mesmo dia, mal acabava de nascer entrava em todas as casas para deixar um prendinha aos meninos e meninas que se portassem bem. Na casa dos ricos entrava pela chaminé e na casa dos pobres entrava pelo buraco da fechadura ou pelos buracos existentes nas paredes, que deixavam passar muito frio,depositando a suas prendinhas, junto à lareira nos sapatinhos ou tamanquinhos que os meninos e meninas lá deixavam na noite anterior, depois da Ceia de Natal em que estranhamente até os meus tios iam do Porto, de lá tão longe, para comer connosco e era uma festa muito grande, com bacalhau, rabanadas docinhas, formigos, sarrabulho doce e tudo mais.
Claro que eu teimosamente deitava-me no preguiceiro, junto à lareira à espera do tal Menino Jesus que me ia trazer uma prendinha, pois eu tinha-me portado bem, nos últimos dias, só que o soninho aparecia muito antes e eu só acordava no dia seguinte, na minha cama, depois da chegada da minha avó, que se levantava muito cedo para ir à missa das sete. A essa hora, já o menino se tinha ido embora, pois tinha muito que fazer naquela noite e eu ficava triste por não conseguir conhecê-Lo.
Num ano eu que eu já era crescidote, resolvi pregar uma partida à minha avó e ao Menino Jesus. Na véspera do tal dia de Natal, quis ir para a cama mais cedo, por mais que minha avó estranhasse. Até pensou que eu estaria doente. Talvez as rabanadas ou os formigos tivessem levado açúcar em demasia. Ou o sarrabulho doce, petisco que eu adorava, tenha levado um pouco mais de vinho fino.
Assim, no dia de Natal, mal a minha avó, saiu para ir à missa das sete, eu, descalço e de mansinho para não acordar os meus irmãos, abri a porta, atravessei o quinteiro, ainda húmido da geada e fui à cozinha espreitar o meu tamanquinho rapelho, que deixara junto á lareira na noite anterior. O Tamanquinho estava lá, mas prenda, nem vê-la. Fiquei muito triste e aflito, afinal o Menino Jesus não viera a nossa casa, mas eu tinha-me portado bem ! Lá isso é que tinha ! já não fazia chichi na cama e comia o caldo todo.
Quando minha avó chegou da missa, sai-lhe ao caminho, dizendo com voz triste: O Vó o menino Jesus não veio esta noite. Não há prendas para ninguém.
Responde-me ela, com um brilho maroto nos olhos. Atrasou-se um bocadinho, mas cruzou-se comigo ali no caminho, ao fundo da leira da figueira. Aqui está a tua prendinha.
Uma regueifa bem quentinha. A prenda de todos os anos da minha avó e madrinha.
UM SANTO E FELIZ NATAL PARA TODOS OS CAMARADAS E SUAS FAMÍLIAS

Zé Teixeira

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

P045-Boas Festas

Só. Não há mais papel.

P044-Jantar de Natal

Como sabem, vamos ter amanhã o nosso Jantar de Natal.
Segue aqui a lista dos inscritos para conferência. Estão inscritos 28 tertulianos e ao todo seremos 51 pessoas.
Qualquer alteração ou anomaila detectado, comuniquem, ok.
Que tenhamos um bom jantar e que a boa disposição seja de facto a "Rainha da Festa"
Àlvaro Basto

P043-São assim as nossas quarta-feiras

Mais uma quarta de convívio alegre da nossa tertúlia.
Tivemos desta vez a visita de dois tertulianos que há muito não víamos, o Hernani Figueiredo, o alferes de transmissões, camarada do Pimentel e o Salviano Guimarães, que de enfermeiro virou contabilista.
De registar também o aparecimento de mais um camarada que esteve em Moçambique, o Avelino Gomes e o filho mais novo do Pires, o Tiago Pires que, com o nosso jovem companheiro de viagem à Guiné, o Hugo Pires, e o pai, nos fizeram companhia no almoço.
No final, o Silvério Lobo, depois de uma série de "macaquices" com que nos brinda sempre, teve a ideia de se criar uma sociedade para, semanalmente, se jogar no Euromilhões. Ficou a promessa de que se "pintasse", o dinheiro seria para irmos todos à Guiné!!! (aquele rapaz, para além de ser o campeão da boa disposição é tambem o campeão das boas ideias e da camaradagem)
São assim animadas as nossas quartas no Milho-Rei.
Álvaro Basto

O M. Lopes e o Hernani. Foto tirada num almoço na Torreira em 16 de Fevereiro passado (curiosamente o Hernani conseguiu o mais dificil: não ficar em nenhuma das fotos de quarta-feira passada...)

O Carvalho, o Salviano e o Barbosa

A família Pires e o M.Lopes que exagerando... nos falava dos tempos em que era novo e... passava muitas horas de isolamento no seminário a pensar em mulheres



O friso da direita, o Batista, o Guimarães, o Xico, o Pimentel, o Rocha (escondido) e o Almeida


O Avelino Gomes que pela primeira vez nos visitou, o Rolando Basto (pai do Alvaro Basto) que com os seus 86 anos continua firme a acompanhar-nos, o Guimarães e o Barroso


Pendurados no ecran do retropojector poderá descortinar-se um par de objectos estranhos.... São os sapatos do Lobo que num momento de discordância e imitando aquele jornalista Iraquiano...os atirou ao Zé Manel


O Lobo a redimir-se junto do ofendido para ver se conseguia ir para casa calçado

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

P042-Um Natal... na mecha

Tem piada.
Conta Salgueiro Maia no seu livro "Capitão de Abril, Histórias da guerra do ultramar e do 25 de Abril":
O general Spínola, durante o período do Natal, visitava todas as posições ocupadas pelas Forças Armadas. Começava pelas sedes dos batalhões e ia até ao destacamento mais pequeno. Normalmente deslocava-se de heli, com um heli-canhão em apoio. Estava prevista nestas visitas a ida a Bula, o comandante do batalhão lá localizado ordenou que a companhia do capitão Gaspar informasse a sede do batalhão logo que os heli a sobrevoassem em direcção a Bula. Entretanto, toda a rede rádio de Bula e os sectores envolventes de Bissau, Mansoa e Bissum estão em escuta rádio.
Considerando a importância da missão, o capitão Gaspar achou conveniente ir pessoalmente para a rádio, e, assim, logo que ouviu o barulho dos heli a aproximarem-se chamou o comando do batalhão de Bula ao rádio e informou: "Informo Vexa [V.ª Ex.ª, Vossa Excelência] que Sexa [S. Ex.ª, Sua Excelência] passou na mecha. Terminado."
No dia a seguir foi recebida em todas as unidades no teatro de operações da Guiné a seguinte mensagem: "A Partir desta data expressamente proibido uso de abreviaturas Sexa e Vexa."