segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

P031-Jantar de Natal


Aproxima-se a passos largos o nosso jantar de Natal
Para já, estão inscritas 36 pessoas
Não deixem para a última a inscrição.
Podem faze-lo por voz ou sms (965031310) ou por email para qualquer um dos editores.
Vamos lá cambada.. (como diria o João Rocha...)
Álvaro Basto

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

P030-Encontrados os mortos da Guiné no cemitério da Foz do Douro






Olá cambada, (Os gajos do Porto são assim...).
No seguimento do pedido do camarada da Foz do Douro,o golpe de mão foi levado a cabo pelo Grupo Esp. comandado pelo Marques. Avançámos junto ás praias do Porto e junto ao bater das ondas de forma a não serem topados pelo inimigo para que o objectivo fosse atingido de surpresa. Com o mesmo á vista, foi um tal disparar e as fotos foram conseguidas de forma a satisfazer a pretensão do camarada da Foz agora residente em Lisboa.
Por aqui me fico hoje
Xico

P029-Boas Vindas



Cheguei agora, mas andei por aí perdido... isto afinal é mais fácil do que o que eu pensava pessoal.

Xico

P028-Mais uma das nossas quartas-feiras "culturais"

Mais uma quarta e mais um almoço de convívio sempre aceso e animada.

Pela acta aqui ao lado, se pode constatar a presença de 20 tertulianos, alguns dos quais menos assíduos como o Casimiro ou o Santos mas não menos chegados pois todos são grandes amigos e amantes da Guiné.
Tem sido curioso verificar a dinâmica deste grupo de amigos que, ligados praticamente só pelo facto de serem ex-combatentes da Guerra do Ultramar na Guiné se reúnem semanalmente de uma forma totalmente espontânea no "Milho Rei" para reviverem as histórias daqueles dois anos de juventude perdida.
Hoje tivemos mais um novo elemento que quis confraternizar connosco. Foi o Aníbal Portugal da Póvoa de Varzim. Pertenceu à 38ª de Comandos e esteve no CTIG em Mansoa, em Teixeira Pinto e fundamentalmente onde houvesse muita "porradinha"....
Ainda não está reformado pelo que partilhou connosco o seu intervalo de almoço.
As histórias que este homem deve ter para contar!
Aqui o vemos ao lado do David Guimarães e apesar da calvice parece que foi ontem para a tropa...

Seguem-se alguns aspecto da mesa onde continua a imperar a táctica do quadrado, mostrando ser esta a melhor forma de se atacar a nossa maior inimiga aquela hora, a fome....

Álvaro Basto


quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

P026-Como éramos?...

O meu objectivo é mostrar o que éramos, crianças, jovens, quando nos mandaram para a guerra. A situação, a formação e a vida em que crescemos, decidiu de alguma forma o nosso comportamento durante o tempo que passámos na guerra? Seminaristas ou estudantes, diferentes experiências, trabalhadores, como eram os que foram para a guerra, como podíamos, com cada formação de vida, encarar essa guerra? Na Guiné, Angola ou Moçambique. Está aberto a todos.
É o objectivo do que tenho escrito, e gostava muito que outros enveredassem pelo mesmo esgravatamento.
Digam. Agradeço.
A. Marques Lopes

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

P025-Há 40 anos - Efeméride

O Jorge Felix mandou-me o seguinte email para publicação que me parece bem interessante.

Basto.
Para colaborar com o pessoal junto duas fotos da minha caderneta de voo. Vou fazendo mensalmente, com uma latititude de 40 anos.
Segue do Mês de Novembro de 68 até dia 27.
Um abraço
Jorge Félix




P024-Antes da guerra (4) ...fui santinho

A minha terceira fase começou quando o padre italiano Herminio Rossetti, já um venerável ansião e, se calhar, também já com alguma falta de lucidez, achou que eu podia dar um bom padre. Os meus pais, face à perspectiva de educação gratuita para o filho, não disseram que não, pudera. Numa manhã de Outubro de 1955 lá partimos, eu e o Manuel Cavaco, que também fora arrastado para aquele objectivo, num ronceiro Peugeot. Nós atrás e dois padres, que não me lembro quem eram, à frente. Pela Estrada Nacional 1, já mais que velha naquela altura, fomos de Lisboa a Mogofores, rezando o terço pelo caminho, não vá o diabo tecê-las, ou algum buraco da EN1.
E assim comecei a minha estadia de cinco anos no Seminário Menor Salesiano. O padre Angelo Paganella, também italiano, era o director. Grande pianista e músico era também o maestro do coral do seminário. Fiz parte dele, e a minha voz deve andar por aí num 45 rotações com temas natalícios que o Valentim de Carvalho foi lá gravar uma vez. Através dos trechos de Verdi que cantávamos dei os meus primeiros passos no italiano. Va pensiero... Havia uma banda, onde eu toquei clarinete, que participava em todas as procissões lá da aldeia. Tinha piada.
Não teve grande piada quando ouvi uma prelecção a falar mal do Humberto Delgado, não é que eu na altura conhecesse o senhor mas não me pareceu bem, e também quando não me deixaram ler “O Crime do Padre Amaro”, numa aula em que se falou do Eça de Queirós... eu, inocentinho, só queria saber qual era o crime.
Na fotografia que mostro estão os do meu 5º ano. Os que lá chegaram. Não está, por exemplo, o Manuel Cavaco, pois ele, creio que ao fim de dois anos, já não estava para aquelas cenas nem gostava daquelas peças e decidiu partir para outras. Lembro-me deles todos, mas só me lembro de alguns nomes:
- com o X vermelho e a boina enterrada na cabeça sou eu;
- o 1 é o caboverdeano Jaime do Rosário, que fez parte dos Tubarões, mais tarde;
- o 2, não me recordo do nome, morreu de pneumonia no seminário, antes de acabar o 5.º ano
- o 3 é o Claudino;
- o 4 não me lembro do nome mas disseram-me que morreu afogado em Lamego durante um treino dos Operações Especiais no rio;
- o 5 é o César Vilafranca, que foi, depois, Presidente da Câmara de Castelo Branco durante vários anos;
- o 6 é o Elíseo.
De todos só um é que chegou a padre: é o 7, o Joaquim Taveira, que é agora, parece-me, o Provincial dos Salesianos. Não me admiro, pois fazia por isso. Eu e alguns dos outros ainda fomos para a fase seguinte.
Quanto ao que morreu de pneumonia, teceram-lhe muitos encómios e procuraram, dentro da tradição de apontar modelos de santidade, dá-lo como um exemplo a seguir nesta vida por todos os seminaristas.
...Mas não percebo porque é que fui eu o entronizado como santo. Eu explico:
Estava em construção a Basílica de Nossa Senhora Auxiliadora e o director quis fazer uma estátua de S. Domingos Sávio (um santo da Congregação). Não sei porquê, se calhar tinha cara de santinho, mas acharam que eu podia fazer de modelo. E lá me submeti a várias sessões para a obra do artista. A construção ainda não tinha acabado quando saí desse seminário para outra etapa, mas, há anos, passei por lá e tirei-me umas fotografias. Se enfiarem uma boina na cabeça do santinho em vez da auréola, vêem logo que sou eu, rosadinho e de lábios pintados.
...E quem lá for também pode ver-me num pedestal do lado esquerdo da basílica.