quarta-feira, 26 de novembro de 2008
P016-Duas referências sobre as Escolhas do Portojo
P015-As Escolhas do Jorge Teixeira
Edição Oficina do Livro.
P014-Hoje foi dia de Reabastecimento
Tudo a correr bem até o Zé se esquecer de entregar as Guias e o Lopes ver o seu Abastecimento fugir.
Eu fui revistado mas ilibado pois o Zé embolsou a minha nota.
A reportagem fotográfica não confirma nem desmente que algo se tenha passado de anormal.
Pessoalmente, acho que os traumas sportinguistas andam a dar cabo da cabeça do Lopes.
Mas acho que tudo acabou em bem.

P013-A Vertente cultural das nossas reuniões
A cultura esteve em grande destaque, em especial durante a leitura das páginas dos anúncios do Correio da Manhã.
A polémica gerada em volta dos grandes temas lá impressos, levou a que os tabanqueiros se reunissem em grupos para análise, e mesmo individualmente, para melhor meditar sobre temas tão profundos como os apresentados nas referidas páginas.
Pessoalmente, guardei uma das páginas para mais calmamente, no conforto do meu "stúdio", poder fazer um juízo mais completo.
As fotos são testemunho do interesse suscitado por tão profundo tema.
Jorge Teixeira/Portojo
Meus espaços
http://jportojo.blogspot.com
http://portojo.multiply.com
http://youtube.com/portojo
P012-A táctica do quadrado
A famosa táctica do quadrado, sempre infalível
O Manuel Teixeira de Rio Mau e o Zé Manuel da Régua empenhados em plena luta
O David Guimarães de Espinho, o Lobo e o Germano Sousa ambos de Matosinhos, e o Jorge Teixeira do Porto nas difíceis negociações para a rendição do inimigo...
Os moderadores das negociações com o inimigo, o Álvaro Basto, o Ferreira Neto e o Silvério Lobo, este recompondo-se ainda dos ardores dos combates...
Discussão acesa em que foi pedida a sábia colaboração do nosso Tertuliano mais veterano Rolando Basto para determinação das penas a aplicar ao inimigo . Da esqº. para a dirª. o Almeida de Custóias, o Marques Lopes de Leça do Balio, o Rolando Basto e o João Rocha ambos do Porto, o Ferreira Neto de Matosinhos e o Pimentel do Porto
P011-Antes da guerra (1)
Antes da guerra... todos nós fomos crianças. Todos tivemos outra vida, nunca imaginando o que seria depois. Apesar de já, na altura, se gisar o nosso futuro, sobretudo os nossos pais, é claro, não foi o que pensámos e esperámos, ou eles. Alguém diferente decidiu por nós.Hoje, no “Milho Rei”, o Álvaro disse-me da ideia de podermos sair do relato das tainadas. Acrescentar outra tónica. ...sem concorrências, claro. O Álvaro tem esta preocupação. E eu também (apesar de tudo...).
É um tema interessante, acho eu, da nossa vida antes da guerra. Não vamos bulir com o "blogueforanada", que trata da vida na guerra. E dá para perceber muita coisa dos comportamentos, das atitudes, das percepções e entendimentos que tivemos. Como isso se reflectiu lá na Guiné, como determinou o nosso comportamento, como sentimos o que sentíamos mas em terrenos diferentes.
Lanço este desafio, porque todos tivemos vida antes.
P010-O Reencontro
Voltei lá à sua procura em 2008.
Tinha casado e fixado residência em Colibuia, pelo que não pude vê-la devido á falta de tempo.
Encontrei sua mãe, que se recordou do "Tissera, fermero".
O raio da miuda ficou-me gravada no coração e nunca mais de lá saíu.
MAIMUNA
Um amor que encontrei,
Me acompanhou e viveu,
Como eu.
A guerra que não queria,
Mas sentia,
Nas corridas para o abrigo,
Da mãe que fugia ao perigo.
Comigo aprendeste a andar,
No meio de balas, granadas,
Minas, na tua terra, semeadas.
Perigosas bonecas para o teu brincar.
E só de pensar,
Meu coração tremia
Que uma bala perdida,
Tua vida fosse roubar.
Eras a esperança.
O futuro que não queria perder.
Foste razão do meu viver.,
Quando aos ombros
Percorrias, comigo, os escombros.
Da guerra que nos fazia sofrer.
Abandonei-te
À guerra fugi.
Mas hoje.
quarenta anos depois, ainda gosto de ti.
Tu e eu.
Companheiros de horas vazias.
Passeios de sonho e esperança.
Teu chilrear de bonança
Enchia a minha alma,
E me transmitia imensa calma.
Eu, em troca, te abandonei.
Fugi e nada te dei.
Hoje,
Quero ver-te, tocar-te
E dizer-te.
Quanto te amei.
Zé Teixeira
Ansaro, a mãe da Maimuna em 2008
Eu e a Maimuna, no rescaldo de um ataque em 11 de Novembro de 1968

