quarta-feira, 26 de novembro de 2008

P015-As Escolhas do Jorge Teixeira

Tal como o Prof. Marcelo Rebelo de Sousa o Jorge Teixeira teve a ideia de deixar aqui umas recomendações de leitura (para além das brejeirices do Correio da Manhã...) já que a cultura nunca fez mal a ninguem.
Ora aqui vão:
Recomendo estes dois livros pois são romances baseados em Vidas Africanas tendo como principal tema a Guerra por onde andamos e que em algum momento das suas páginas nos diz muito do que sabemos e passamos.

Nó Cego, nome de operação, foi editado pela Bertrand e é da autoria de Carlos Vale Ferraz - pseudónimo.

As Lágrimas de Aquiles é o primeiro romace de José Manuel Saraiva, jornalista do Expresso.
Edição Oficina do Livro.


Jorge Teixeira/Portojo

P014-Hoje foi dia de Reabastecimento

O Zé trouxe a MG bem carregada e não precisou sequer de apoio aéreo do Jorge Felix.
Tudo a correr bem até o Zé se esquecer de entregar as Guias e o Lopes ver o seu Abastecimento fugir.
Não sei se alguem se lembrou de ir espreitar o Unimog do Teixeira enfermeiro...
Eu fui revistado mas ilibado pois o Zé embolsou a minha nota.
O Xico também, pelo menos exibia bem alto as suas.
A reportagem fotográfica não confirma nem desmente que algo se tenha passado de anormal.
Pessoalmente, acho que os traumas sportinguistas andam a dar cabo da cabeça do Lopes.
Mas acho que tudo acabou em bem.
Para o Zé nao sei, mas como ele é um sumítico, até que nao seria mau se ele tivesse deixado cair alguma mercadoria na bolanha.
Mas autos sei que nao haverá.

Jorge Teixeira/Portojo

Meusespaços


P013-A Vertente cultural das nossas reuniões

Hoje foi um dia muito importante para a Tabanca.
A cultura esteve em grande destaque, em especial durante a leitura das páginas dos anúncios do Correio da Manhã.
A polémica gerada em volta dos grandes temas lá impressos, levou a que os tabanqueiros se reunissem em grupos para análise, e mesmo individualmente, para melhor meditar sobre temas tão profundos como os apresentados nas referidas páginas.
Pessoalmente, guardei uma das páginas para mais calmamente, no conforto do meu "stúdio", poder fazer um juízo mais completo.
As fotos são testemunho do interesse suscitado por tão profundo tema.

Jorge Teixeira/Portojo

Meus espaços
http://jportojo.blogspot.com
http://portojo.multiply.com
http://youtube.com/portojo


P012-A táctica do quadrado

Mais uma emboscada foi montada na Rua Heróis de França com o habitual êxito a que o D. Nuno Álvares Pereira nos habituou quando inventou a táctica do quadrado...(vejam a disposição das tropas)
Hoje tivemos caras novas para ajudar a enfrentar o inimigo, tudo gente guerreira formada nas prestigiadas academias militares da Guiné.
O Manuel Maria Teixeira de Rio Mau, o Germano Sousa de Gondomar e o Ferreira Neto que no seu tempo comandou como capitão uma dessas academias em Cajambari.
Aqui vão algumas fotos documentais bem sugestivas da violência dos combates...(cuidado com os "impressionáveis")
Álvaro Basto

A famosa táctica do quadrado, sempre infalível

O Manuel Teixeira de Rio Mau e o Zé Manuel da Régua empenhados em plena luta

O David Guimarães de Espinho, o Lobo e o Germano Sousa ambos de Matosinhos, e o Jorge Teixeira do Porto nas difíceis negociações para a rendição do inimigo...

Os moderadores das negociações com o inimigo, o Álvaro Basto, o Ferreira Neto e o Silvério Lobo, este recompondo-se ainda dos ardores dos combates...

Discussão acesa em que foi pedida a sábia colaboração do nosso Tertuliano mais veterano Rolando Basto para determinação das penas a aplicar ao inimigo . Da esqº. para a dirª. o Almeida de Custóias, o Marques Lopes de Leça do Balio, o Rolando Basto e o João Rocha ambos do Porto, o Ferreira Neto de Matosinhos e o Pimentel do Porto





P011-Antes da guerra (1)

Antes da guerra... todos nós fomos crianças. Todos tivemos outra vida, nunca imaginando o que seria depois. Apesar de já, na altura, se gisar o nosso futuro, sobretudo os nossos pais, é claro, não foi o que pensámos e esperámos, ou eles. Alguém diferente decidiu por nós.
Hoje, no “Milho Rei”, o Álvaro disse-me da ideia de podermos sair do relato das tainadas. Acrescentar outra tónica. ...sem concorrências, claro. O Álvaro tem esta preocupação. E eu também (apesar de tudo...).
É um tema interessante, acho eu, da nossa vida antes da guerra. Não vamos bulir com o "blogueforanada", que trata da vida na guerra. E dá para perceber muita coisa dos comportamentos, das atitudes, das percepções e entendimentos que tivemos. Como isso se reflectiu lá na Guiné, como determinou o nosso comportamento, como sentimos o que sentíamos mas em terrenos diferentes.
Lanço este desafio, porque todos tivemos vida antes.
E a minha foi o que foi. Os meus pais, trabalhadores rurais alentejanos (no Penedo Gordo) "imigraram" para Lisboa, onde eu nasci, na Mouraria. Passado um ano, a minha mãe caiu doente e o médico aconselhou-a a "voltar para a terra". E eu fui com ela. Estive no Penedo Gordo até aos sete anos, altura em que voltei para Lisboa, tendo entrado nas Oficinas de S. José, dos salesianos, para fazer a instrução primária. Aí foi meu professor o padre Serafim Gama (de que já falei no "blogueforanada", e que encontrei na Guiné como capelão militar), mas foi o padre Rossetti, um velhote sensacional, que achou que eu tinha vocação para padre. Fui, então, para o Seminário Menor dos Salesianos em Mogofores, perto da Anadia. Comigo foi também um meu colega, o conhecido actor Manuel Cavaco.
Fico-me por aqui. Se houver interesse, tenho muito por onde continuar. A.MarquesLopes

P010-O Reencontro

Nos meus tempos de passagem por Mampatá Forreá, apaixonei-me por uma catraia, uma bebé de colo que "roubava" à mãe para levar comigo a passear pela tabanca.
Voltei lá à sua procura em 2008.
Tinha casado e fixado residência em Colibuia, pelo que não pude vê-la devido á falta de tempo.
Encontrei sua mãe, que se recordou do "Tissera, fermero".
O raio da miuda ficou-me gravada no coração e nunca mais de lá saíu.

MAIMUNA

Um amor que encontrei,
Me acompanhou e viveu,
Como eu.
A guerra que não queria,
Mas sentia,
Nas corridas para o abrigo,
Da mãe que fugia ao perigo.
Comigo aprendeste a andar,
No meio de balas, granadas,
Minas, na tua terra, semeadas.
Perigosas bonecas para o teu brincar.
E só de pensar,
Meu coração tremia
Que uma bala perdida,
Tua vida fosse roubar.
Eras a esperança.
O futuro que não queria perder.
Foste razão do meu viver.,
Quando aos ombros
Percorrias, comigo, os escombros.
Da guerra que nos fazia sofrer.
Abandonei-te
À guerra fugi.
Mas hoje.
quarenta anos depois, ainda gosto de ti.
Tu e eu.
Companheiros de horas vazias.
Passeios de sonho e esperança.
Teu chilrear de bonança
Enchia a minha alma,
E me transmitia imensa calma.
Eu, em troca, te abandonei.
Fugi e nada te dei.
Hoje,
Quero ver-te, tocar-te
E dizer-te.
Quanto te amei.
Zé Teixeira

Ansaro, a mãe da Maimuna em 2008


Eu e a Maimuna, no rescaldo de um ataque em 11 de Novembro de 1968

segunda-feira, 24 de novembro de 2008