quarta-feira, 20 de março de 2013

P 660 - ALMOÇO CONVÍVIO NA TABANCAS PEQUENA



A Tabanca Pequena – Grupo de Amigos da Guiné-Bissau, ONGD, vai realizar um ALMOÇO / CONVÍVIO aberto a todos os seus associados familiares e amigos, no próximo dia 13 de Abril, no Salão do Complexo de Ténis da Maia

Alguns de nós cruzamos-nos às Quartas-feiras na Tabanca de Matosinhos. Outros há, que por razões pessoais, profissionais, da distância ou outras, raramente se comunicam.

Estamos unidos por laços de amizade e solidariedade que são a razão da existência da nossa Associação. Há que alimentar esta corrente que une tantos ex-combatentes da Guiné.

A parte de tarde vai ser animada musica regional portuguesa:

- GRUPO DE VIOLAS E CAVAQUINHOS DA UNIVERSIDADE  SENIOR DE MATOSINHOS.

- GRUPO PRATA DA CASA - composto por camaradas 
   associados da Tabanca e seus amigos.

Em simultâneo a Associação vai proceder à Assembleia de Associados para discutir e votar as Contas referentes ao ano de 2012.

Dia 13 de Abril no Salão  do Complexo Municipal de nis da Maia na Av. Luís de Camões - Maia
Almoço seguido de tarde musical.

Marca já o teu lugar e leva a família.

terça-feira, 12 de março de 2013

P 659 - AJUDE-NOS A AJUDAR


AJUDE-NOS A AJUDAR 

Basta colocar o NIF da Tabanca Pequena na sua Declaração de IRS.
 Não lhe vai custar nada a si
Pode ser uma ajuda aos nossos projetos de apoio às populações mais frágeis da Guiné-Bissau

 

sexta-feira, 8 de março de 2013

P 658 - LANÇAMENTO DE LIVROS SOBRE A GUERRA COLONIAL

Caríssimos camaradas combatentes residentes no Norte, incluindo os sócios da invicta Tabanca, recordo a nossa tertúlia na Messe da Batalha, cujo 5.º encontro será dia 14, 5ª feira, com livros de dois ex-alferes milicianos, conforme convite anexo.
Agradecemos que tentem ir e divulgar, serão bem-vindos,
abraços de M. Barão da Cunha, coordenador em regime de voluntariado, residente em Oeiras, mas que irá.
 

quarta-feira, 6 de março de 2013

P 657 - TABANCA PEQUENA – Grupo de Amigos da Guiné-Bissau – Uma pequena amostra do muito que se pode fazer por aquele povo.

 

Em 2009 a Tabanca Pequena iniciou a sua atividade de apoio aos povos da Guiné-Bissau. Formada inicialmente por ex-combtentes, que por lá passaram durante a Guerra Colonial que se encontravam e continuam a encontrar-se todas as Quartas Feiras no Restaurante Milho Rei em Matosinhos, tendo-se alargado a outras pessoas de boa vontade que acreditam e alimentam o projeto.
 

Nasceu de um sonho: Levar a sua ajuda a gente que vive, no mais inimaginável, estado de pobreza. Onde nem sequer a água imprópria para consumo chega, onde os hospitais não têm técnicos e muito menos medicamentos, onde as escolas não existem, onde a terra pouco produz face aos condicionalismos do tempo da terra bolanhosa e a fome sobretudo a deficiente nutrição impera, provocando a doença e a morte.
 

O sonho transformou-se me desafio para muitos dos que por lá passaram. Para outos, felizmente, muito poucos, foi o desdém, mas doeu a quem acredita que é possível e sobretudo é necessário mudar o paradigma da sorte daquele povo.
 

Acima de tudo torna-se necessário ajudar o povo diretamente nos seus locais de vivência. Com o cuidado necessário para não lhe criar necessidades novas exportadas dos povos ocidentais, mas sim atender às suas necessidades e tentar ajudá-los a encontrar por eles próprios as respostas concretas e consistentes. A nossa ajuda não pode ser a de despejar para lá o que não precisamos ou está demasiado gasto e velho.
 

A Tabanca Pequena optou por fazer uma parceria com a AD – Acção para o Desenvolvimento, uma associação guineense que está no terreno há muitos anos voltada para o apoio às pessoas mais afastadas dos grandes centros, no Norte e no Sul, com muita experiência e prática, cuja filosofia enquadra o nosso ponto de vista –Procurar responder às necessidades detetadas – indo muitas vezes ao encontro das solicitações que lhes são feitas pela própria população como aconteceu em Elalab, onde as mulheres solicitaram a construção do Centro Materno-Infantil com o apoio da Tabanca Pequena entre outras Associações, com os resultados que se podem apreciar no relatório que a AD nos enviou e que segue abaixo e onde a Tabanca Pequena correspondeu com o apoio do equipamento e meios de continuidade do Centro , bem como a oferta de um barco para combater o isolamento.  

 

Notamos com muita alegria que têm vindo a surgir ONGs não só de origem em grupos de ex-combatentes, mas também de origem em gente jovem que animada pela vontade de ajudar os povos da Guiné a saírem da miséria, se organizaram e procuram encontrar caminhos de apoio às populações. Algumas delas já partilham o princípio de que a melhor ajuda é responder às necessidades locais detetadas no terreno com o apoio de ONGs locais que conhecem bem o terreno, as necessidades e a forma de ser e estar da população.

  O trabalho da Tabanca Pequena, tem sido orientado, para o apoio à melhoria das condições de saúde das populações com a abertura de fontenários (Poços de água com elevação através de bombas movidas a energia solar com o respetivo fontenário) o que permite melhor qualidade de água, o que significa qualidade de vida e melhoria de condições de saúde para quem tinha de ir buscar água sem a mínima qualidade a 3 / 4 Km, o que também permite o desenvolvimento de pequenas hortas, melhoria da qualidade alimentar. Apoio à maternidade e infância e ensino, criação de emprego através de cooperativas de escolas de costura, combate ao isolamento, etc
 

Está a ser desenvolvido um projeto de educação para a higiene oral junto das crianças que frequentam as EVAs para a qual enviamos cerca de 3500 kits de material (Escovas de dentes e material de higiene dentífrica)
 

Para melhor elucidação podem consultar o Site da AD  - http://www.adbissau.org/  ou o site da Tabanca Pequena - http://www.adbissau.org/
Mas muito mais há para fazer.






Há várias formas de ajudar a Tabanca Pequena e deste modo os povos da Guiné-Bissau:
- Tornando-se Sócio.


- Comparticipando com ofertas monetárias – NIB 0036.0086.99100057222.24.

- Participando nos almoços da Tertúlia da Tabanca de Matosinhos às Quartas Feiras.

 

- Apoiando com campanhas de angariação, como por exemplo a de angariação de máquinas de costura usadas para fomentar a criação de cooperativas locais de jovens que se querem dedicar à produção de roupas. Campanhas de angariação de roupas para bebés ( fraldas de pano e outras) e criança, etc.

-Participando nas atividades de angariação de fundos.

Colocando o NIF da Tabanca Pequena na declaração do IRS
 NIF nº 509210082



Os resultados, embora de pequena dimensão estão à vista. Nada melhor que pedir aos bloguistas para lerem o Relatório que a AD- Acção para o Desenvolvimento nos enviou para melhor se aperceberem de uma forma muito sucinta do trabalho realizado e os resultados práticos obtidos.
 

 

Caros Amigos da Tabanca Pequena,


Apresentamos em seguida um relatório sucinto sobre as diferentes iniciativas promovidas em 2012 pela Tabanca Pequena com a AD, na Guiné-Bissau.
 

A - ATIVIDADES
1. Centro Materno-Infantil de Elalab
Foi instalado numa zona onde nunca tinha lá ido um médico e onde os partos se faziam no mato, em degradáveis condições de higiene.
Com o início do funcionamento do Centro, apenas um parto foi realizado fora das suas instalações o que diminuiu a mortalidade infantil. Exatamente essa criança foi a única que faleceu. Em 2012 não se registou nenhum falecimento decorrente dos partos, das 13 crianças que nasceram lá.
De registar que mulheres grávidas de outras tabancas, como Ossor, foram lá dar à luz, assim como passaram a frequentá-lo durante a gravidez para acompanhar melhor a sua evolução.
Registou-se igualmente uma diminuição do número de crianças mortas nesta tabanca, uma vez que passaram a ter assistência no Centro.
As necessidades maiores são as de medicamentos e utensílios de higiene.
O aspeto positivo mais importante foi o do surgimento do sentimento de perda de isolamento, por se sentirem mais acompanhadas e de poderem ser evacuadas para Suzana em caso de doença grave.
Embora tenham conseguido resolver o problema, a maior dificuldade tem sido a do acesso à gasolina para o funcionamento da canoa.
 

2. Poços
A construção dos poços tiveram os seguintes impactos positivos:
» satisfazer a principal carência das unidades familiares e sobretudo das mulheres e crianças: a falta de água;
» as mulheres deixaram de perder muito tempo na procura e transporte de água, a maior parte das vezes fora das suas tabancas;
» as crianças que antigamente acompanhavam as mães para ir buscar àgua à cabeça, deixaram de o fazer, aligeirando o seu esforço físico;
» a inexistência de um laboratório de análise de água a nível nacional, impede que se determine a melhoria da sua qualidade, mas sabe-se que se passou de uma situação de consumo de água contaminada, para o acesso a água de melhor qualidade. A diminuição de certas doenças como as diarreias, são disso indicadores;
» registou-se um aumento da produção hortícola, mas ainda muito abaixo das potencialidades que existem. É necessário trabalhar na animação deste aspeto;
» nas escolas, os professores assinalem a diminuição de certas doenças das crianças, atribuindo o facto à boa qualidade da água;
O aspeto negativo que se registou foi o da fragilidade dos suportes dos depósitos de água, construídos localmente em madeira e que com as fortes trovoadas acabam por ruir.
 

3. Apoios às EVA * Escolas de valorização ambiental
O apoio em livros e cadernos às escolas EVA teve impactos diferentes.
Excluindo os livros de matemática com enorme procura, já os outros não têm registado um grande interesse.
Já os cadernos foram recebidos com grande entusiasmo, uma vez que foram fornecidos aos alunos no quadro de concursos escolares ambientais.
 

4. Infantário de Ingoré
O Jardim infantil de Ingoré é, hoje em dia, uma referência do ensino infantil nas zonas rurais da Guiné-Bissau.
Tem instalações muito bonitas, bem mobiladas e com monitoras capacitadas para o efeito, beneficiando 109 crianças, orientadas por 4 monitores. A sua manutenção é outro facto natural, melhorando regularmente nos domínios da higiene (latrina), limpeza e ajardinamento para sombra e embelezamento.
 

5. Apoio ao associativismo jovem
A atribuição de máquinas de costura a duas associações do sul (Iemberem e Catesse) deparou-se com os seguintes problemas:
» as máquinas de costura eléctricas só podem ser usadas em Iemberem e durante os breves períodos à noite quando há energia eléctrica;
» encontrar localmente as peças sobressalentes para fazer a reparação das que foram recebidas com pequenos problemas.
 

6. Centro de Saúde de Cabedú
A inauguração deste Centro está prevista para o dia 30 de Março de 2013.
A Direcção Regional da Saude do Ministério, assegurou a afectação de um enfermeiro que pode interpretar os resultados das análises e proceder à medicação de alguns medicamentos aos doentes. O ideal seria ter um médico, mas o possível é a afectação de um enfermeiro. Antes o razoável que o muito mau.
A falta de abastecimento de medicamentos será o grande problema. Iremos pedir apoio à UNICEF.
Quanto ao equipamento, será usado sob a supervisão e controlo da Associação das Mulheres de Cabedú, a quem compete gerir e controlar o seu uso neste Centro de Saude.
O desenvolvimento é um acto de risco, pelo que ninguém pode garantir que os recursos comunitários não serão desviados. Aqui ou em Portugal. Pode-se apenas tentar minimizar os riscos e o controlo por parte das beneficiárias, as mulheres, será um caminho.
A continuidade e futuro do funcionamento deste Centro de Saúde deveria ser assegurado pelo Estado. Ora como este não tem recursos, ou os utiliza indevidamente, teremos que contar com a solidariedade exterior. A realidade é esta e tudo o resto não é verdade. Acontece aqui ou mesmo em vários países da Europa que, penalizando os utentes, são fechadas muitas unidades de saúde, fazendo regredir os níveis de saúde da população.
 

Abraço amigo do
pepito